Foi divulgado nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os índices referentes às Estatísticas de Gênero de Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, tendo como base da pesquisa a população com 25 anos de idade ou mais.

O resultado da pesquisa faz referência ao ano de 2016, quando os índices salariais entre homens e mulheres mostraram uma diferença significativa na remuneração de profissionais femininas. Foi apontado também que as mulheres ainda são minoria tratando-se de cargos de gestão, como, por exemplo, diretoria, gerência e chefia.

A Catho, que é um site de empregos conceituado na internet, realizou uma pesquisa em sua plataforma reunindo cerca de 8 mil cargos profissionais, e o resultado mostrou que o salário das mulheres são inferiores ao dos homens em até 53%, em todas as áreas de atuação. Segundo a gerente de relacionamento do site, Kátia Garcia, houve um avanço no ingresso de profissionais femininas em cargos mais elevados, mas um avanço bem pequeno. Ela reconheceu que ainda levará tempo para que se tenha uma condição de igualdade.

O IBGE afirmou que, além das diferenças entre homem ou mulher, a cor, raça, portadores de algum tipo de deficiência ou localidade onde residem também influenciam a desigualdade salarial. As mulheres foram responsáveis por 73% a mais de horas em cuidados domésticos ou afazeres não relacionados ao trabalho profissional do que os homens, sendo uma média semanal de 18,1 horas para mulheres e 10,5 para homens.

A pesquisa da Catho mostrou que o nível de escolaridade é o principal fator diferencial para as diferenças salariais no mercado de trabalho. Os profissionais com formação superior, pós-graduação e MBA (Master of Business Administration), que significa Mestrado em Administração de Empresas e, apesar do nome, é uma especialização decorrente de uma graduação em um âmbito geral, são mais bem remunerados do mercado de trabalho.

Porém, a diferença salarial ainda continua prejudicando as mulheres, que, mesmo tendo nível superior, chegam a ganhar 43,53% a menos que os homens que exercem o mesmo cargo. Alguns postos que são representados por mulheres no Brasil, tem um índice muito baixo em relação aos homens. É o caso do cargo de presidente de uma empresa, que tem apenas 25,85% de mulheres nessa ocupação. Os cargos de supervisor (57,92%) e encarregado (61,57%) são os que mais têm mulheres.

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