Nessa quinta-feira, 15 de março, Osmar Terra, atual ministro do Desenvolvimento Social, anunciou que o maior programa social governamental do Brasil terá um novo reajuste. Os detalhes do aumento no valor pago às famílias beneficiadas pelo Bolsa Família serão divulgados ainda neste mês de março, mas o ministro tratou de adiantar que o reajuste será superior a 5%, segundo as previsões.

Ou seja, de acordo com ele, o reajuste do Bolsa Família será superior a inflação do ultimo ano, que foi de 2,95%.

O restante do reajuste será colocado como uma parcela do elevado aumento do gás de cozinha, que tem registrado altas constantes no preço. Umas das altas mais emblemáticas no preço do gás de cozinha para os consumidores se deu em dezembro passado, quando o produto indispensável registrou uma alta de 16,39% em relação a novembro.

Outro fator que contribui para o governo querer aumentar os vencimentos do Bolsa família foi fato de o programa social não ter passado por reajustes no ano de 2017. Um aumento para os beneficiados ainda foi estudado pelo presidente Michel Temer no ano passado, mas não progrediu, pois os responsáveis pelo setor econômico do governo afirmaram que não havia espaço no orçamento para um aumento de 4,6%, como era o planejado pelo presidente da República.

O ministro do Desenvolvimento Social deu uma entrevista coletiva para imprensa na tarde dessa quinta e afirmou que valor real do reajuste será divulgado na reta final do mês de março, e que o valor acordado já passara a ser repassado aos beneficiados no mês de abril ou maio. Terra afirmou que a ideia é da um reajuste acima do valor da inflação e compensar um pouco a alta do gás de cozinha.

Ainda durante a entrevista, o ministro avaliou que o programa social não vem sendo o suficiente para diminuir os altos índices de desigualdade social do país.

Para ele, o programa só serviu para diminuir os casos de pobreza extrema, mas a desigualdade social não vem sendo diminuída pela ação do programa social, reiterando que a pobreza no Brasil continua a mesma de anos atrás.

Terra defendeu que, para diminuir realmente a desigualdade social que vigora no Brasil, é necessário criar com urgência novos programas e políticas de redistribuição de renda. Inicialmente, não era planejado fazer um reajuste agora, mas somente no mês julho.

Porém, com o significativo aumento no valor do gás de cozinha, que teve sua maior alta nos últimos 16 anos, o governo decidiu adiantar o reajuste.

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