A possibilidade de duas das maiores operadoras do Brasil se fundirem está se tornando real. Nos últimos dias, analistas de finanças estão analisando a possibilidade, levando em conta os prós e os contras da possível junção entre as operadoras OI e TIM. Caso ocorra, é possível que uma das empresas venha a comprar a outra.

Os analistas Tales Freire e Fred Mendes, do Bradesco BBI, afirmaram em relatório repassado a investidores de ações que as chances de junção ou compra das empresas teve suas chances aumentadas em 50% no ultimo ano.

A negociação é vista com bons olhos pelos investidores, que veem na junção das duas operadoras uma oportunidade de criar uma empresa mais expressiva, que terá uma menor competição no mercado deste ramo e que aumentaria de forma considerável a rentabilidade dos investimentos.

As duas empresas são duas das maiores prestadoras de serviço de telefonia do país. A Tim tem seu foco voltado para a telefonia móvel e tem buscado aumentar ainda mais o seu numero de clientes. Já a OI tem perdido foco nos últimos anos na telefonia móvel, porem é a maior prestadora de serviços de telefonia fixa do Brasil.

As negociações para fazer das duas empresas uma única operadora já tinham ganhado fôlego alguns anos atrás, mas acabou ficando estagnada. A explicação para a paralisação das negociações está no alto endividamento da OI na última década, sendo que não se tinha uma ideia clara do tamanho da dívida total da companhia. Outro motivo foi a falta de um plano de investimento para fazer a OI se recuperar e alcançar os seus concorrentes.

Em janeiro do ano corrente, a OI homologou um plano de recuperação e acabou com parte dos empecilhos, fazendo com que as negociações voltassem à pauta.

A perda de mercado da OI se acentuou em 2014 quando a operadora não participou do leilão da faixa de 700 Mhz, o que a distanciou das principais concorrentes, a Claro, a Tim e a Vivo. Essas empresas compraram lotes da nova faixa de frequência e acabaram melhorando o seu sinal em todo o país.

Os analistas Fred e Mendes têm o consenso de que a fusão seria positiva para ambas as empresas, que poderiam gerar sinergias com valores em torno dos R$ 25 bilhões, sendo que vinte bilhões seriam de custos operacionais, e outros cinco bilhões seriam economizados pela dimunuição do pagamento de impostos.

Caso a fusão se concretize a empresa Telecom Itália (Que controla a Tim no Brasil) se tornaria a dona majoritária da empresa, com 51% da nova companhia.

Isso ocorre porque a Tim ficaria com 76% das ações da nova empresa.

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