Pouco a pouco os brasileiros estão voltando com os hábitos de consumo que tinham antes do país entrar na última fase de crise econômica. O longo período de crise fez com que as famílias mudassem alguns hábitos, e cortassem ou substituíssem alguns itens na hora de fazer as compras.

Mas com os primeiros sinais de recuperação da economia, os consumidores já incrementam as suas listas de compras com alguns produtos mais caros. A manteiga, que havia sido substituída por margarina, está voltando a mesa dos brasileiros, assim como o óleo de soja.

Alguns outros produtos mais caros como a batata congelada e o requeijão também estão registrando crescimento nas vendas.

Um estudo feito pela Kantar Worldpanel revelou que mais de dois milhões de lares voltaram a comprar manteiga, sendo que quando a crise atingiu o seu auge, este produto só entrou na casa de 32% das famílias brasileiras. Com a retomada da economia, este produto já está presente em 36% dos lares, dado superior ao registrado antes da crise estourar em 2014, que era de 34%.

Segundo Christine Pereira, diretora de Marketing da empresa Kantar, no ritmo que a economia melhora, o primeiro setor que apresenta crescimento é o da alimentação.

Esse crescimento no consumo pode ser explicado por alguns fatores, como a inflação e os juros mais baixos, e um leve aumento na renda e oferta de trabalho.

Outro fator que contribuiu para uma retomada do consumo pelos brasileiros foi a redução do endividamento das famílias. As dívidas chegaram a comprometer ate 22,8% da renda dos brasileiros no ano de 2015. Agora, segundo o Banco Central, as dívidas estão comprometendo em torno de 19,9% da renda.

Especialistas acreditam que as vendas do setor varejistas possam crescer até 4,7% neste ano, o que contribuirá significativamente para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro nesse período, que tem previsões de chegar a 3%. O aumento do consumo deve ser registrado com maior índice no estado de São Paulo e no Norte do país.

Adriano Pitoli, economista da Tendências Consultoria Integrada, afirmou que deve registrar um aumento no consumo serão as pessoas que mais sofreram no período de recessão.

A maior disponibilidade de empréstimos para os consumidores por parte dos bancos também deve ser um fator que aumentará as vendas no setor varejista. No momento em que a crise se acentuou, os bancos diminuíram de forma considerável os empréstimos para pessoas físicas.

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