Nesta quinta-feira (1°) foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dados que comprovam o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) em 1,0 % no ano de 2017. A informação aponta a volta do crescimento do país após dois anos de recessão.

Porém, após o aumento, é visível que há um longo processo de recuperação das perdas da atividade econômica. Os economistas afirmam que o pais precisará de dois anos para atingir os resultados apresentados antes da crise.

Agropecuária avança 13%

O que sustentou o crescimento da economia foi o avanço da agropecuária em 13%, resultado que só perde para dados do setor no ano de 1996. O aumento de 55,2% do milho e 19,4% da soja resultaram em safras recordes em 2017.

No ranking, após o setor de agropecuária, encontra-se o de serviços, com aumento de 0,3%. Segundo Rebeca Palis, coordenadora do IBGE, neste setor houve alta de 1,8% no comércio e de 1,1% nas atividades imobiliárias.

Já a indústria ficou estável. A notícia boa é a elevação de 4,3% na indústria extrativa e 1,8% na de transformação. A construção civil teve um resultado negativo de 5%.

As melhorias

Com a apresentação de um melhor de resultado no ano de 2017, houve uma desaceleração da inflação, que fechou em 2,95%, também queda das taxas de juros e aumento do consumo da família em 1% ano passado. Com o cenário mais favorável, o mercado começou a reagir. O desemprego vem caindo lentamente e hoje encontra-se em 12,7 milhões de trabalhadores, considerado ainda um patamar elevado.

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Curiosidades

Poupança maior

A recuperação da economia também levou a um aumento da taxa de poupança na economia, que fechou o ano em 14,8% em 2017, contra 13,9% no ano anterior.

“Ou seja, aumentou o poder de consumo. Dinheiro na mão do consumidor é usado para gastar e também para poupar. Tanto que a gente observa que também houve crescimento da taxa de investimento na poupança”, afirma Rebeca Palis.

Menor investimento da história

O volume de investimentos da economia teve um recuo de 1,8% em 2017, para cerca de R$ 1 trilhão.

Com isso, o percentual do valor investido sobre o PIB ficou em 15,5% em 2017, a menor da série histórica do IBGE.

Do investimento na economia brasileira, 52,2% vem da construção civil, que ainda não se recuperou da crise e continua a encolher. "Por isso o resultado da taxa de investimento ter sido a menor da série", diz a coordenadora do IBGE.

Porém, houve um crescimento do investimento somente no quarto trimestre, após 14 quedas consecutivas.

A taxa foi de 15,7% de investimentos. Isso está relacionado ao aumento da importação de bens e serviços (8,1% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior).

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