A agência de classificação de risco brasileira Austin Rating divulgou na quinta-feira (1º) a lista com o ranking do PIB (Produto Interno Bruto) referente ao ano de 2017 de 45 países, responsáveis por 84,9% de todo o PIB mundial.

O Brasil ficou em último lugar da lista ocupando a 45ª posição, com um crescimento do PIB de 1%, ficando atrás da Suíça, que obteve alta de 1,1%, e ocupou a penúltima posição do ranking. A Romênia atingiu um PIB de 6,9% em 2017, ficando em primeira posição no ranking, seguida da China, com 6,8%, e Filipinas, 6,7%.

Segundo Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o Brasil assumiu a última posição devido às mazelas no ambiente político que acabaram desvirtuando o ambiente doméstico. A agência prevê uma boa recuperação para o Brasil ainda neste ano, se realmente as especulações se materializarem e for confirmado um crescimento de cerca de 2,8% no PIB de 2018, alavancando sua posição no ranking significativamente.

A previsão é feita impulsionada principalmente pela redução de inadimplência, uma forte recuperação no mercado de trabalho e uma consistente retomada na confiança de empresários e investidores no país, bem como o incentivo no aumento do consumo familiar e do setor externo.

Esse índice positivo de 1% no PIB brasileiro em 2017, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi impulsionado pelo agronegócio, que teve uma safra recorde, com um avanço de 13%, e reflete em quase todos os outros setores. O agronegócio é responsável por cerca de apenas 5,3% na composição do PIB, mas no ano passado teve um peso significativo de 0,7% do aumento do valor adicionado.

Sem os números positivos do agronegócio, o PIB teria ficado em torno de 0,3% em 2017.

Rebeca de La Rocque Palis, que é coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, disse que esse avanço no setor agrícola superou a maior marca registrada até então, que era de 8,4% no ano de 2013. Ela enfatizou que o recorde na safra de soja, que é o principal produto agrícola no Brasil, e um aumento de 55% na safra de milho, comparando-se ao ano de 2016, foram os principais responsáveis por esse crescimento recorde no agronegócio em 2017.

O setor de atividades extrativas também cresceu 4,3%; o setor de serviços, 0,3%; o setor de comércio, 1,8%; e os setores de transportes e imobiliário 1,1%. O setor da indústria se manteve estável após três anos consecutivos em queda, enquanto o setor da construção civil recuou 5,0%, de acordo com o IBGE.

Henrique Meirelles, que é o atual ministro da Fazenda, ficou satisfeito com o resultado do PIB e declarou ser um grande avanço na economia.

Não perca a nossa página no Facebook!