A Uber anunciou nesta segunda feira (26) que está deixando o gigantesco mercado do sudeste asiático, fazendo uma fusão do seu negócio com a concorrente GRAB, que já era maior que a Uber. Desta forma, a Grab assumirá todas as operações da Uber no Camboja, Indonésia, Malásia, Mianmar, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã, incluindo a UberEats, empresa de entrega de alimentos.

Mas a Uber não sairá totalmente, pois terá uma participação de 27,5% na Grab, e a CEO da empresa, Dara Khosrowshahi, terá um lugar no conselho da Grab.

Estratégia

Khosrowshahi foi rápido em esclarecer a sua decisão para a equipe em um memorando, justificando a saída de um mercado com 620 milhões de clientes em potencial

"Um dos perigos potenciais da nossa estratégia global é que enfrentamos muitas batalhas em muitas frentes e com muitos concorrentes.

Esta transação agora nos coloca em uma posição de competir com foco real e peso nos principais mercados em que operamos, enquanto nos dá participações valiosas e crescentes em uma série de mercados grandes e importantes, onde não o fazemos”, escreveu.

A era Khosrowshahi

Khosrowshahi assumiu a Uber em agosto de 2017, depois que o fundador, Travis Kalanick, demitiu-se em julho do mesmo ano.

Ele chegou à empresa depois de ficar 12 anos à frente da Expedia, agência de viagens virtual, com a missão de tirar a Uber de uma grave crise financeira e organizacional.

Seu nome foi bem recebido pelos investidores, pois ele sabe quando expandir e quando recuar. Essas habilidades já foram demonstradas anteriormente, e com essa última operação com a Grab, ele mostra que ainda sabe em quais batalhas deve entrar.

A Uber tem muitas lutas importantes para se concentrar e também uma série de obstáculos regulatórios em vários lugares do mundo, como em Londres, por exemplo.

Prejuízo

A decisão também foi tomada depois da empresa perder U$ 1 bilhão por trimestre em 2017. Com isso, desacelerar seu crescimento. A empresa já tinha vendido seus negócios na China, em 201,6 e fez uma joint venture com a Yandex, na Russia, no início deste ano.

A Uber consumiu mais de 10 bilhões de dólares desde 2009, ano que foi fundada, e tem planos de abrir o capital em 2019. Se a empresa continuar a ter prejuízo, isso não será viável para a empresa.

Khosrowshahi está reconhecendo que as coisas não podem continuar do jeito que está e que a empesa terá que racionalizar mais os seus recursos.

Agora é a hora de repensar as estratégias e corrigir os erros antes que a hemorragia financeira seja irreversível.

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