O ex- presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, teve sua prisão decretada nessa quinta-feira (05). De fato, Lula era uns dos principais candidatos a presidência de 2018 mesmo que a visão do mercado seja de ser uma péssima opção para continuar com as medidas atuais do governo brasileiro. Mas, o fato é que esse acontecimento pode gerar mudanças para o cenário econômico do pais a médio e longo prazo.

Esse ocorrido pode mexer muito com os investimentos daqui em diante, já que as mudanças na política geram impacto nos negócios e, consequentemente, no bolso do brasileiro médio.

Primeiramente, é importante ressaltar que a prisão do ex-presidente não irá melhorar a situação do déficit do Brasil, pois isso não acontece de imediato. A propósito, Lula já mencionou anteriormente que queria que o Brasil voltasse a investir, enquanto que a política econômica do Brasil de hoje é, na verdade, de diminuir os gastos.

Impacto na bolsa de valores

Após a notícia de sua condenação pelo Supremo, as ações da BOVESPA ( Bolsa de Valores de São Paulo) tiveram alta de 1,01%. Considerando que na véspera do resultado da negação do Habes Corpus as ações tiveram uma queda de 0.31%, sendo assim uma reação imediata .

Tesouro Direto

A prisão do Lula pode ser vista como algo positivos aos investidores que pretendem colocar seu dinheiro no país, uma vez que os riscos (teoricamente) estão diminuindo. Por consequência, se o risco diminuir então os prêmios de risco pagos pelos títulos do Tesouro também podem reduzir, visto que quanto maior o risco, maior o retorno esperado. Além disso, é possível que haja maiores investimentos em empreendedores para melhoras positivas no futuro cenário do pais.

"A prisão representa que as instituições estão funcionando e que a população tem hoje uma maior consciência de sua responsabilidade na hora de votar. E tudo isto torna o Brasil com menor risco para investimento de longo prazo que é o foco de investigadores internacionais", diz Marcos Costas, CEO (Chief Executivo Officer ) da DMI Group.

O educador financeiro André Bona afirma: "O risco de um partido que não converge com a ideia de finanças públicas equilibradas fica reduzida.

As contas públicas equilibradas geram menor inflação, queda de juros e uma ambiente mais propício para o desenvolvimento econômico. Também existe o efeito psicológico de que a impunidade está sendo debelada".

Contudo, é necessário agora acompanhar qual será a resposta do mercado financeiro. Ademais, é preciso cautela ao afirmar melhorias devido a dependência das ações tomadas por quem atualmente no governo.

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