A economia brasileira teve resultados positivos em março. O Brasil registrou um superávit de 798 milhões de dólares em transações correntes no mês passado. Segundo especialistas, isso se deu pelo desempenho da balança comercial, que teve patamares acima do que teria sido previsto para esse período.

Mas nada disso muda a expectativa de que para o ano de 2018 tenha um rombo ainda maior do que nos últimos anos, desde o início da crise mundial.

Expectativa com o IDP

Conforme divulgou o Banco Central nesta quarta-feira, 24 de abril, os Investimentos Direto no País (IDP) teve uma soma superior, ficando em 6,539 bilhões de dólares.

Essa é uma vitória que está sendo comemorada porque a expectativa para os resultados do mês era nula.

A previsão era que se tivesse apenas 4,5 bilhões de dólares investimentos diretos no país. Esse resultado garantiu 2 bilhões de dólares a mais do que vinha sendo previsto para o período.

Para os Investimentos Diretos no País, espera-se que alcance 3 bilhões de dólares agora em abril. A expectativa é bem palpável, devido até o dia 23 deste mês, o resultado ter chegado em 1,5 bilhão de dólares. O Banco Central divulgou ainda que, para o ano, o IDP pode chegar aos 80 bilhões de dólares.

Balança comercial

Já a balança comercial garantiu o seu destaque positivo, mas abaixo do que foi em 2017 no mês de março. Este ano ficou em 5,974 bilhões de dólares. No ano passado foram 6,931 bilhões de dólares. O resultado em 2018 é 957 milhões de dólares a menos que em 2017.

O crescimento é atribuído ao maior ritmo de crescimento das importações, em um comparativo com as exportações, que resulta em um crescimento na economia.

O gasto de brasileiros no exterior voltou a subir em março em torno de 11%. Já para as remessas de lucros e dividendos não teve notoriedade no período, ficando quase que estáveis a 1,845 bilhão de dólares no mês março. Em 217 o valor era de 1,874 bilhão de dólares.

Economistas alertam para momento sazonal na balança comercial

Mas para quem está comemorando como uma volta do crescimento consolidado da economia no Brasil, o chefe do Departamento de Estatísticas do BC (Banco Central), Fernando Rocha, destaca que esse crescimento na economia é sazonal, ou seja, não se espera uma elevação ainda mais permanente.

Ela reflete, como em outros anos, um momento de atípico e já esperado, tendo em vista que está ligado ao embarque de soja, que gera esse impulso nos dados da balança comercial.

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