A taxa de desemprego no Brasil aumentou para 12,3%, em 2017, afetando a vida de 12,6 milhões de cidadãos, como mostra o índice Gini, calculado pela FGV Social. A desigualdade que aumentou pela primeira vez em 22 anos tem na sua principal causa a Crise econômica que o país vem enfrentando desde 2014. Com o passar dos anos, esperava-se um respiro da economia, porém, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados, nesta terça-feira (11), demonstram que no ano de 2017 a maior parte da renda dos brasileiros se concentrou nas mãos de apenas 1% da população, obviamente os mais ricos.

A classe mais baixa rendeu cerca de 36 vezes menos.

Com o rico ganhando mais e o pobre cada vez menos, a desigualdade fica latente. Começam a faltar empregos e há consequentemente o aumento da pobreza e da violência. Além do aumento do desemprego, também há o aumento da inflação, corroendo a renda média, outro fator que contribui para a desigualdade social no Brasil, como analisa o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com a diminuição da oferta de empregos e o aumento pela procura, os brasileiros estão demorando mais tempo para voltar ao mercado de trabalho, e quando retornam, é geralmente em função abaixo da que costumavam exercer, com o salário menor.

Fator social negativo

A preocupação com a situação está associada a perda do bem-estar e da qualidade de vida das classes mais baixas, já que é o grupo que mais consome no País. A queda do padrão de consumo da maioria da população afeta diretamente os pequenos e médios empresários, obrigando-os a cortar gastos e gerar demissões para se adaptar a nova realidade de mercadológica, ou até mesmo fechar as portas, outro agravante para a crise econômica e para o fator social.

Apesar da declaração do presidente do Banco Central, IIan Goldfajn, numa entrevista coletiva em fevereiro de 2018, a baixa na inflação ao longo do ano e a recuperação consistente do mercado não refletem essa realidade. Segundo estudo da professora de Economia, Elaine Toldo Pazello, da Faculdade de Economia e Administração de Ribeirão Preto da USP, sobre o relatório Recompensem o Trabalho, não a riqueza, divulgado pela ONG Oxfam, recentemente, a desigualdade social no Brasil tende a aumentar em detrimento de metade do patrimônio do país pertencer a um grupo privilegiado de apenas 5 bilionários, discrepância condizente com os dados divulgados pelo IBGE no início da semana.

O fator social de um país relaciona-se com o produto da vida em sociedade, quando a desigualdade social aumenta, o fator social modifica-se negativamente, neste caso, aumentam-se os índices de criminalidade, violência, precarização dos serviços sociais, desemprego, desigualdade racial e de gênero, entre outras reações culturais à falta de circulação e/ou má distribuição da renda. No Brasil, os efeitos do fator social negativo já afetam a população, espera-se que a condição de vida dos brasileiros melhore após as eleições presidenciais de 2018.

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