Que o brasileiro gosta de empreender já é sabido, mas nunca foi tão grande a procura por ser dono do próprio nariz. A crise econômica e a situação nacional são mais alguns fatores para que se reforce o espírito de buscar novos Negócios.

A sétima edição da Feira do Empreendedor Sebrae foi um grande termômetro num espaço mais do que generoso para se apresentarem inovações e proporcionar a criação e o estabelecimento de diálogos dos mais variados ramos de atividade em que as empresas de pequeno e médio porte atuam.

Realizada no Parque Anhembi, a Feira foi de 7 a 10 de abril de 2018, e atraiu a atenção de cerca de 150 mil pessoas. O evento é considerado o maior da América Latina. Dentro do Anhembi, ofereceram-se palestras, orientações e consultorias para quem quiser empreender.

Um empurrãozinho

Para os queriam explorar ou para os “marinheiros de primeira viagem”, a Feira disponibilizou áreas – denominadas espaços modelos – onde se podia ver “in loco” como funcionam ou como se gerenciam estabelecimentos como bares, salões de beleza e tecnologia digital.

Aproximadamente 400 stands foram montados para empresas pequenas mostrarem o que fabricam ou prestam como serviço, além de exporem novidades para o mercado e soluções inovadoras.

A Feira do Empreendedor acontece em São Paulo e é uma boa oportunidade para que pessoas e representantes de municípios e outros estados alavanquem um dos setores mais produtivos, mas mais sacrificados quanto ao incentivo, permanência de mercado e tributação.

Dois exemplos

Durante a feira, uma empresa de tecnologia da informação, situada no noroeste do estado de São Paulo, aperfeiçoou seu software de gestão empresarial, facilitando a parte fiscal e se integrando com o e-commerce. Ela apresentou uma facilitação na emissão de notas fiscais e integração com outras empresas de vendas e distribuição de produtos como os Correios.

O porquê de São Paulo ser escolhida como a sede da Feira do Empreendedor não é gratuito.

Além de ser o centro dos negócios, a cidade oferece nichos/locais onde se visualizam Tendências.

É o caso do bairro de Pinheiros, zona oeste da cidade, local em que se percebe uma tendência ao empreendedorismo voltada para o ramo da gastronomia. Caracterizada como negócios de nicho, Pinheiros possui uma clientela com maior poder aquisitivo e facilidade de transporte. Tudo isso contribui para a facilitação do fluxo de pessoas que moram no bairro ou apenas querem passear por suas ruas.

Siga as suas paixões.
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Porém, nem tudo são flores: um dos pontos desfavoráveis do bairro está no custo alto do aluguel. É o quarto bairro mais caro da capital paulista no quesito aluguel comercial. Por isso, quem deseja empreender, deve fazer a seguinte relação matemática (custoXbenefício): fluxo de pessoasXtipo de negócio que deseja abrir.

O melhor é pesquisar e observar se o movimento está em sintonia com o tipo de negócio a empreender.

Informar-se e buscar dados que apontem o sucesso ou o fracasso do empreendimento pode poupar dores de cabeça.

Por este motivo, a Feira do Empreendedor é um balizador primário das tendências e de quais ramos de atividade estão em alta. Aí sim, pode-se ir para campo e se aprofundar.

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