O mercado de trabalho atual apresenta mudanças capazes de provocar os mais diversos temores, principalmente nos jovens. Transformações, tais como a flexibilidade e a automação, entre outras, representam mudanças, e mudanças são sempre vistas com precaução.

O avanço da tecnologia afetará, de alguma forma, aproximadamente cerca de 16 milhões de brasileiros, nos próximos 10 anos, assumindo as tarefas básicas, como as manuais e as repetitivas, ou ainda pela tendência de contratos mais flexíveis.

Dificuldades para se enquadrar

Entre os jovens brasileiros com idades entre 19 e 25 anos, 50% correm o risco de não conseguir um bom emprego no país, ficando mais vulnerável à pobreza. Esse dado faz parte do relatório do Banco Mundial que traz o título ‘’Competências e Empregos: Uma Agenda para a Juventude’’.

Esse mesmo documento afirma que, entre a população jovem brasileira, 52%, ou seja, aproximadamente 25 milhões de pessoas, não focam a produtividade, ficando 11 milhões de brasileiros entre os que nem estudam e nem trabalham, ou que ainda estão estudando, mas apresentam atraso na formação, e quando trabalham, atuam na informalidade.

Geração vulnerável

Será uma geração vulnerável e com muita dificuldade para encontrar emprego, correndo grande risco de viver na pobreza, afirmou Martin Raiser, diretor da instituição para o Brasil.

A ameaça ao futuro desses jovens causa outros desdobramentos com sérias consequências, como, por exemplo, põe em risco a autonomia e o crescimento da economia brasileira, já que o país passará a depender do seu trabalho para continuar produzindo e crescendo e, principalmente, dependerá de sua produtividade para recolocar o país nos trilhos e retomar o crescimento.

Um outro relatório expressa a urgência que o Brasil tem na adoção de uma agenda que se apesente com melhores recursos. Essa situação foi analisada em um outro relatório, ‘’Emprego e Crescimento: a Agenda da Produtividade’’. Esse documento foi também recém-divulgado pelo Banco Mundial.

Os economistas que compõem o organismo que fundamenta esses dois temas apontam a melhora na formação e preparo dos jovens para enfrentar o mercado de trabalho estão profundamente relacionados uns aos outros.

Grandes desafios da educação no Brasil

O relatório evidencia que as falhas na educação do País não prioriza o aumento de produtividade. Em diversos países, como Malásia, Turquia e Coreia do Sul, por exemplo, um ano a mais nas escolas resulta numa elevação de US$ 3 mil US$ 4 mil e até US$ 7 mil, respectivamente, nos salários (R$ 9,9 mil, R$ 13,2 mil e R$ 23,1 mil), enquanto no Brasil esse ganho é praticamente zero.

A economista Rita Almeida enfatiza que o Brasil precisa de uma educação que cumpra a missão de dar qualidade e competência aos jovens, além de dar mais importância aos motivos que levam a grande evasão escolar.

No Brasil, considerando a população que tem mais de 25 anos, somente 43% conclui o ensino médio, enquanto o índice é de 90% nos países da OCDE, (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). O mais grave é que essa tendência se mantém, e um em cada três jovens de 19 anos no Brasil já está fora da Escola.

As mudanças recentes na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que tornaram as leis mais flexíveis, também são vistas pelos jovens como risco para conseguirem um bom emprego.

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