Mais um ‘round’ se abriu na luta de boxe entre as duas maiores potências econômicas do mundo atual.

Em resposta ao decreto assinado por Donald Trump em 22 de março, com o aumento das taxas de importação sobre o aço e o alumínio, os chineses responderam no dia 1º de abril com a elevação de cobrança tarifária em quase 130 produtos norte-americanos, como milho, algodão e soja. As faixas porcentuais divulgadas pela China variam entre 15% e 25%. Um dos produtos mais afetados foi a carne suína.

A política do tipo “toma lá, dá cá” entre Estados Unidos e China pode beneficiar o Brasil porque existem cerca de 11 empresas que atuam no mercado suíno credenciadas para fazer Negócios com o governo de Pequim.

Em 2017, o Brasil exportou 48,9 mil toneladas de carne suína, totalizando 100,6 milhões de dólares em negócios. Boa marca, mas nem chega às 275 mil toneladas que os americanos enviaram para o país comunista em igual período. Meros 488 milhões de dólares gerados.

Por isso, vários empresários e gente do ramo estão de olho nesse filão tentador, visto que a Rússia permanece desconfiada da qualidade da carne de porco brasileira. Os russos ainda mantêm embargo econômico por questões fitossanitárias.

Vindo numa crescente

Só nos primeiros meses de 2018, as exportações de suínos aumentou 140%, com o envio 25,5 mil toneladas para o outro lado do mundo. Então, os chineses tomaram a liderança dos russos como destino preferencial da carne suína brasileira.

No ringue de boxe

Os Estados Unidos divulgam ainda nesse mês a lista de produtos chineses que serão alvo de sanções. Especula-se que os produtos tecnológicos serão os mais atingidos.

Para Washington, a China vem tentando usurpar propriedades intelectuais dos americanos por meio de mecanismos como regras abusivas de licenciamento, compra de empresas tecnológicas em território americano e até roubo. Os chineses negam que isso aconteça.

Observando a movimentação

Ao ser perguntado sobre a vantagem do acirramento comercial entre Estados Unidos e China, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, declarou que ainda não possui uma ideia consolidada de quanto o Brasil poderá lucrar diante da briga entre os dois gigantes econômicos mundiais.

Especialistas apontam que a soja brasileira pode ser o maior trunfo nas negociações com a China, já que este é um dos grandes compradores do grão.

Mas, Blairo Maggi deixou escapar que o Brasil “é um país confiável para fornecimento de alimentos para a China”.

Acrescentou que no próximo mês de maio, durante evento a ser realizado na Organização Mundial de Saúde Animal, em Paris, o Brasil deverá ser reconhecido como país livre da presença da febre aftosa em seus rebanhos.

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