Mesmo com pequenina recuperação na atividade econômica, o fantasma do Desemprego não deixa em paz os cidadãos brasileiros.

A novidade é a seguinte: de acordo com dados divulgados pelo IBGE, houve uma alteração nas condições de moradia e habitação. Como assim¿

Muitos brasileiros estão se juntando para repartir despesas e largar o sonho de morarem sozinhos, de serem mais emancipados.

Sem outra opção, alguns apelam para a família e para os amigos, tendência observada pelo PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).

Ela mostra que o teto passou a ser compartilhado por mais de uma pessoa (duas, três, ou quatro moradores).

Na contramão, diminuiu o total de residências com apenas um morador. Esse déficit chegou aos 194 mil domicílios, ou seja, 10,5 milhões de imóveis de moradores únicos.

Novo comportamento

Rachar a despesa e contribuir para o aumento da renda do lar é uma chance de levar uma vida mais estável e sem tropeços, apesar da taxa de desemprego não baixar.

O comportamento das pessoas tem uma explicação à luz da economia: sem condições de pagar aluguel ou de continuar/quitar a prestação do imóvel financiado, o cinto se aperta e, não raro, as contas ficam “no vermelho”. Alguns devolvem a moradia e, então, é hora de pôr em prática um conceito bem conhecido: escala.

Juntando forças, melhora a renda e se rateiam os custos.

Na contramão?

Estudiosos chamam atenção para um fato que contradiz o que se fazia no final do século XX, mas que teve um final semelhante ao constatado pelo último PNAD.

A juventude saiu de casa para ter seu próprio “cantinho” para morar, mas em razão do desemprego no início dos anos 2000, muitos decidiram renunciar a sua independência e, por fim, voltaram a morar na casa dos pais.

Não deixa de ser um desdobramento do que se chamou de “Geração Canguru”. Socialmente, quem consegue morar sozinho é visto como símbolo de riqueza e de ‘status’.

Cabe todo mundo

As transformações no modo de morar fizeram com que o jargão popular “morar de favor” fosse ativado e difundido pelo Brasil. Houve um aumento de 7% nos lares que permitem a cessão de cômodos ou parte da casa para moradia de conhecidos ou afins.

Se um lado da balança fica mais pesado, outro pende para cima: essa é a lógica que permeia os imóveis próprios, onde se registrou um recuo de 51,33 milhões para 51,29 milhões de domicílios com essas características.

Especialistas apontam que a escassez ou a negação de crédito imobiliário tenha contribuído para esta retração.

No entanto, frisam que as crises pelas quais o Brasil passa são curtas e intensas e no acompanhar dos números nacionais a renda média da população vem crescendo gradualmente. Não é exatamente a saída do labirinto, mas em termos de habitação, achou-se um mapa para, quem sabe, posteriormente possuir a habilidade de sair sozinho dele e retomar a vida.

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