Os Correios estimam uma economia de R$ 190 milhões ao ano com demissões e fechamento de agências. Em uma reunião da diretoria da Estatal, que ocorreu em fevereiro, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) decidiu fechar 513 agências. As informações são da colunista Andreza Matais, do jornal O Estado de São Paulo, e foram divulgadas nesse sábado (5).

A decisão vai impactar na demissão de 5.300 funcionários e fechamento de 513 agências, agravando o quadro de desemprego no país. Os Correios informaram ainda que o número de demissões poderá ser maior dependendo da capacidade da empresa em indenizar os funcionários.

Já faz algum tempo que os funcionários dos Correios temem essa situação e agora a previsão é que as demissões e fechamentos ocorram nos próximos meses. O sucateamento da empresa já era apontado pelos sindicatos dos trabalhadores dos Correios como um plano para privatizar a empresa estatal.

A empresa manteve a informação em sigilo. Os participantes da reunião decisiva tiveram que assinar um termo de confidencialidade.

Na mira da empresa estão agências com alto faturamento, 14 das 20 agências mais rentáveis de Minas Gerais terão as atividades encerradas. Em São Paulo, serão 167 agências fechadas, a maioria na capital. Os usuários deverão procurar as agências franqueadas que funcionam nas proximidades das agências que serão fechadas.

O assunto causa desconfiança, pois, ao que parece, as agências franqueadas serão as maiores beneficiárias dessa decisão.

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Política

O que dizem os Correios

Segundo o ex-presidente dos Correios, Guilherme Campos, serão fechadas agências próprias que ficam em sombreamento com agências operadas por agentes privados. Ele informou ainda que a necessidade de sigilo foi em função da previsão de demissão de muitos funcionários.

Já o atual presidente dos Correios, Carlos Roberto Fortner, se manifestou em nota sobre a publicação na coluna do Estadão.

Ele informou que a empresa está realizando estudos para readequar sua rede de atendimento, tanto física como digital.

Os estudos, segundo o presidente, são acompanhados pelo Tribunal de Contas da União e órgãos do governo. O objetivo do projeto seria agilizar os serviços e tornar a empresa competitiva.

O presidente informa que especular a respeito de números sem conhecer o projeto é uma irresponsabilidade, é um desserviço à população.

Ele disse que a empresa só divulgará as conclusões do estudo após intensa avaliação dos Correios e demais órgãos competentes.

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