A economia brasileira começa a se recuperar após 3 anos mergulhada em uma das maiores crises de sua história. Muitos setores foram afetados, entre eles, o industrial, que viu grandes empresas demitindo parte de seus funcionários e outras decretando falência.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o número de desempregados no país atinge a marca de quase 14 milhões. Ressalta-se, no entanto, que esse número diz respeito aos brasileiros que declararam a condição de desempregado e que estão em busca de um nova oportunidade de emprego.

O número aumenta consideravelmente ao agregar os brasileiros que desistiram de lutar um novo posto ocupacional, ou ainda os que nem mesmo possuem uma carteira de trabalho. O comércio, o turismo, o entretenimento, bem como os demais segmentos que compõem a economia brasileira, vêm sofrendo com a crise acentuada no início de 2015, mas que ainda reflete nos números do mercado Financeiro.

O ministro da economia, Henrique Meirelles, em entrevista ao portal de notícias G1, afirmou que o Brasil entrou 2018 com a economia forte e sólida.

O ministro afirmou ainda que o país saiu da crise ao final de 2016, quando registrou uma queda de 3,5%.

Segundo o ministro, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1% em 2017 em relação ao ano de 2016 e ressaltou que isso abre caminho para um crescimento maior em 2018. A expectativa é de um crescimento de 3%.

Setor financeiro acima da crise, como o Itaú Unibanco atingiu a marca de R$ 6, 28 bi no primeiro trimestre

Especialistas apontam dois fatores que contribuem para o crescimento do setor bancário mesmo em época de crise, que são as elevadas taxas cobrados dos clientes e a concentração bancária. A Selic, taxa básica de juros, caiu para o seu menor nível da história, mas as taxas cobradas pelas instituições bancárias não acompanham essa queda com a mesma velocidade.

A matemática dentro de uma crise econômica leva a uma fácil compreensão: as famílias brasileiras perdem o poder de compra, em muitos casos não conseguem arcar com as despesas, são emersas em dívidas e acabam recorrendo ao cartão de crédito ou até mesmo a empréstimos bancários.

No Brasil, quatro bancos detêm 60,3% do total de ativos do sistema financeiro: Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander.

Em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, Luís Miguel Santacreu, analista da Austin Rating explica que "a concentração bancária permite aos bancos um maior controle sobre as taxas, uma vez que eles não precisam abaixar os juros tão rapidamente, porque não há tantos bancos ofertando crédito. As fintechs (start-ups financeiras) surgem como opção para tentar reduzir os juros, mas ainda, não fazem cócegas nos bancos".

Portanto, o cliente irá encontrar taxas semelhantes, pois, sem concorrência, os juros não caem com tanta velocidade. O banco Itaú Unibanco fechou o primeiro trimestre de 2018 com um Lucro líquido de 6,42 bilhões de reais, aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2017. Esse número superou as expectativas do mercado, que inicialmente previa um lucro de R$ 6,37 bilhões de reais.

A maior parte dos lucros bancários advém do spread bancário, que é a diferença entre os juros que cobra do seu devedor - por meio de empréstimos de dinheiro, cheque especial, cartão de crédito, crediários, dentre outros - e os rendimentos pagos a eles por seus investimentos, como, poupança, CDB etc.

Os juros cobrados pelos bancos podem chegar a 200% ao ano, os rendimentos são por volta dos 7,25% . Essas cifras não traduzem o milagre da economia brasileira, mas, sim, a uma política contributiva com o setor financeiro em detrimento dos milhões de clientes que precisam se submeter as altas taxas cobradas.

Não perca a nossa página no Facebook!