A greve dos caminhoneiros está gerando transtornos em todo o país. Mesmo com a redução do valor do diesel, anunciada pelo presidente da República Michel Temer, os caminhoneiros continuam fechando as estradas. Mesmo o caminhoneiro que não aderir à greve, acaba sendo prejudicado com as estradas fechadas.

Supermercados já começam a sentir a falta de alimentos de reposição diária, como frutas, legumes e verduras.

Empresas que dependem do abastecimento de carnes também estão com entregas em atraso em função das estradas e rodovias paradas pelos grevistas.

José Alberto de Paiva Gouveia, presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), há dois dias não há entrega de combustíveis nos postos de São Paulo.

Em entrevista ao R7, José Alberto revelou que os estoques dos postos de combustíveis costumam durar três dias e se a greve continuar, muitos postos não terão mais diesel, gasolina e etanol na próxima sexta-feira, 24.

A situação é ainda mais crítica na região do Vale do Paraíba. A tensão com a possível falta de combustível pode acelerar o abastecimento, fazendo com que muita gente que não tinha planos de encher o tanque o faça por precaução.

O presidente da Sincopetro ainda orientou que os consumidores que observarem que donos de postos estão aumentando os preços em virtude da escassez devem denunciá-los, pois isso não é permitido.

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Alguns postos já não possuem combustível e há relatos de locais com aumento de preços sem autorização.

Os caminhoneiros continuam protestando e fechando vias importantes de São Paulo, como Anchieta, Régis Bittencourt e Fernão Dias. Na terça-feira, 22, uma decisão judicial proibiu bloqueios na Castelo Branco e Raposo Tavares. Quem descumprir as medidas será multado em até R$300 mil por dia.

PM vai escoltar caminhões de combustíveis

As frotas de ônibus municipais de São Paulo gasta quase 40 milhões de litros de diesel por mês e só conseguem trabalhar até quinta-feira com o combustível que lhes resta.

Por conta disso a Policia Militar fará a escolta dos caminhões de combustíveis até as garagens de ônibus, a fim de evitar possível vandalismo por parte de caminhoneiros que participam da greve.

A escolta, entretanto, vale apenas para as garagens da capital paulista. Ônibus municipais e interurbanos da região metropolitana, interior e litoral continuam dependendo do fim da greve para reabastecer seus estoques.

A confirmação do apoio da PM neste momento difícil aconteceu após o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo pedir a ajuda das secretarias municipais de segurança e transportes, bem como da secretaria de segurança do estado de São Paulo.

O medo do sindicato é que a cidade fique paralisada, pois sem combustível não tem como as pessoas se locomoverem, logo, muitas empresas seriam prejudicadas sem os seus funcionários, bem como estudantes e cidadãos como um todo.

Oito empresas terão frotas reduzidas já nesta quinta-feira.

Só no município de São Paulo o transporte público é feito por 14 mil ônibus que transportam milhões de pessoas todos os dias. Também há as linhas de trem e metrô, entretanto, o transporte férreo não abrange todas as localidades, sendo os ônibus essenciais.

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