Desde a explosão da última crise econômica brasileira em 2014, muitas pessoas começaram a empreender de forma legal. Esta foi a saída para muitas pessoas desenvolverem atividades e serem remuneradas tendo direitos como auxílio-doença em caso de necessidade de repouso durante o tratamento da enfermidade e/ou realizarem pagamento de impostos para no futuro, terem direito à aposentadoria.

Apesar de ter os benefícios citados acima, um senso realizado pelo SEBRAE em dezembro de 2017 informa que de cada 10 entrevistados que são MEI, 7 declaram que a necessidade de não ter chefe (36%) e precisarem ter uma fonte de renda (33%) são os principais motivos de terem migrado para esta modalidade de trabalho.

Mas isso não quer dizer que só é MEI quem não está com um trabalho formal. Segundo a mesma pesquisa do SEBRAE citada anteriormente, 23% dos microempreendedores possuem alguma outra fonte de renda.

Das MEI abertas em 2015, 45% dos empreendedores eram trabalhadores com carteira assinada. Em 2017, este percentual aumentou sensivelmente, foi para 50%. Hoje, temos um número aproximado de 7 milhões de MEI ativas, ou seja, caso não houvesse este recurso, possivelmente 3,5 milhões de desempregados seriam adicionados aos 13,7 milhões atuais, um aumento de aproximadamente 25% desta parcela da população.

Avaliando os números do Portal do Empreendedor, os anos que houveram maior adesão ao SIMEI, ou seja, ao Simples Nacional para o Micro Empreendedor Individual foram os anos de 2012, 2014, 2016 e 2017. Em todos estes anos foi possível verificar um número de inscrições de empresas na modalidade MEI levemente maior do que 1 milhão adesões desta modalidade de negócio. Talvez esses picos de inscrições estejam motivados por estes terem sido anos em que a economia brasileira passou por maiores dificuldades e o número de ofertas de Vagas de emprego tradicionais foram bem reduzidas.

Sabe-se que no Brasil, muitas pessoas trabalhavam informalmente. A estimativa do SEBRAE é de que 20% da população MEI desenvolvia atividades comerciais informais há mais de 20 anos. A principal motivação desta grande parcela da população é a de obter benefícios do INSS. A possibilidade de emitir nota fiscal também é um item interessante para os MEI. Foi possível observar um aumento de 15% em 2015 para 29% em 2017 das vendas realizadas de MEI para outras empresas.

Esse aumento expressivo é fruto de diversas empresas estarem desenvolvendo aquisições de MEI de diversas modalidades de negócios.

Nos dias atuais, além da dificuldade de ser contratado por meios tradicionais, há uma mudança de comportamento muito forte das gerações. A liberdade de horário e poder trabalhar em sua própria residência são facilidades muito valorizadas pelos empreendedores deste presente momento.

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Foi possível avaliar que 31% (parcela mais expressiva) está na faixa dos 30 aos 39 anos. O que podemos concluir destes dados é que os profissionais que adquirem certa experiência e visão de negócios partem para individualização comercial para tomar suas próprias decisões, criar seus horários, carteiras de clientes e permitirem-se trabalhar da maneira ditada por seus julgamentos e interesses pessoais.

Para as pessoas que desejam iniciar sua carreira como empreendedores, recomenda-se observar as orientações dadas pelo SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) pois este é um órgão estatal com diversos cursos gratuitos, vários posts sobre como legalizar-se de maneira otimizada e também de como manter a saúde econômica de seu negócio. Neste site é possível verificar que para uma empresa ser enquadrada como MEI, esta pode ter um faturamento máximo de R$ 81.000,00, segundo a última atualização das leis que regulamentam esta modalidade de negócio. Além da restrição de faturamento máximo, não são todos os CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) que estão permitidos a serem classificados como MEI.

A relação completa de CNAEs pode ser observada no site do Portal do Empreendedor, outro site governamental, onde se inicia o processo de cadastro de novos negócios. Algumas informações e até mesmo a gestão dos novos negócios podem ser feitas pelo aplicativo da receita federal.

Talvez este seja o melhor caminho para eliminar a crise econômica brasileira.

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