Atualmente, existem mais de 43 milhões de veículos automotores circulando pelas ruas do País — o que equivaleria a um veículo para cada grupo de 5 brasileiros. Para chegar a esse número, houve um crescimento de 20% da frota nacional no último ano.

São 630 mil carros, motos, ônibus, caminhões, picapes etc a mais do que o período anterior. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Zero km

Se for levado em consideração somente os veículos novos, o aumento no último ano foi de expressivos 43%.

Dentre eles, a categoria dos comerciais leves, composta por picapes e furgões, foi a que mais cresceu, com um aumento de 1,8%.

Entre os modelos mais vendidos no primeiro terço de 2018, isolado em primeiro lugar está o Chevrolet Onix, com mais de 58 mil unidades emplacadas. Em segundo, o Hyundai HB20, com quase 34 mil. Em terceiro, praticamente empatado, vem o Ford Ka, beirando os 33 mil.

Queda

A quantidade de motocicletas zero, no entanto, caiu 2%. Essa queda pode indicar uma crescente conscientização da população quanto aos riscos de acidentes.

O número de ônibus também caiu, sugerindo que as pessoas estão deixando de usar os transportes coletivos para andarem em seus próprios veículos.

A venda de seminovos caiu pela metade. Isso se deve a dois motivos praticamente distintos: ao mesmo tempo em que uma parte dos brasileiros se converteu aos veículos zero, o número de pessoas adquirindo usados com 9 a 12 anos de fabricação cresceu 80%.

Pós-crise

No geral, os dados colhidos pela Fenabrave apontam para a possível retomada do crescimento da economia, além de juros mais baixos e uma confiança maior das pessoas e empresas. Há também mais pessoas com crédito para financiamentos: a inadimplência é de apenas 2,5% para pessoas físicas e de 3,6%, para as jurídicas.

Um mercado fortemente impulsionado pelo crescimento do setor automotivo é o das vendas online.

O e-commerce apresentou um aumento de 14% no último ano, trazendo mais de R$ 15 milhões para a economia brasileira com a venda de acessórios e peças, além, é claro, de veículos.

Isso não significa que a economia brasileira está como era antes da crise, mas apenas que saiu de um nível onde era difícil cair ainda mais. Alguns fatores impedindo que a venda de veículos cresça persistem.

Um deles seria o frequente aumento no preço do combustível, que torna inviável o uso do próprio veículo para ir para o trabalho.

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Não só como consequência desse fator, mas também pelo preço baixo cobrado pelo serviço e da praticidade oferecida, o uso cada vez maior dos transportes de aplicativos faz com que muitos dispensem seus próprios veículos.

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