Considerado como um dos maiores críticos ao capitalismo, o papa Francisco deu a entender que conhece muito bem de mercado financeiro. Por meio de uma nota lançada na última quinta-feira (17), o pontífice afirma estar preocupado com o que classificou como mercado de derivativos e que o problema está se tornando em uma ''bomba relógio'', que, em breve, poderá prejudicar o mercado financeiro pelo mundo.

A disseminação de tais tipos de papeis está encorajando os investidores a investir no ativo. Estima-se que proliferação dos derivativos não regularizados seja a principal causa dos prejuízos ao sistema financeiro global há uma década.

O que são CDS

Os famosos contratos Credit Default Swaps (CDS) são seguros contra a inadimplência de sistemas de negociações muito complexos. Em outras palavras, esses ativos considerados seguros acabam ajudando a deferir o grau de risco de um ativo. Em geral o CDS trata de um contrato entre duas partes interessadas.

A primeira parte pode ser um investidor ou, uma instituição financeira que adquire créditos para sua carteira de investimentos. A segunda parte envolvida nessa negociação, trata-se de uma seguradora de créditos que vende essa proteção.

Dessa forma, o riso de default, ou não pagamento da dívida é transferido do credor para o vendedor do CDS.

Na prática esse tipo de negócio funciona semelhante à compra de um carro novo, quanto menos tempo de uso mais caro é o seguro. O mesmo ocorre com os contratos de investimento CDS, ou seja, os investimentos em países com maior risco, os CDS são considerados mais caro, do que em países com menor risco.

A nota emitida pelo Vaticano, explica que a crise financeira iniciada em 2008, poderia proporcionar uma nova oportunidade para os investidores desenvolverem uma economia mais ética, e uma nova regulamentação das atividades financeiras para acabar com as tendências especulativas e predatórias. O papa cita ainda, que o mercado financeiro de Wall Streett, voltou a se comportar de forma egoísta em relação ao mercado financeiro.

O Vaticano acredita que em determinadas áreas do mercado de derivativos, existe um vazio ético, que pode ser prejudicado à medida que esses ativos forem negociados dentro de um mercado sem regulamentação. Como tais negociações estão menos expostas ao mercado regulador, elas podem tirar linhas vitais de investimento da economia real.

Os comentários realizados pelo Vaticano seguem a linha de raciocínio aos comentários do investidor Warren Buffett, considerado um dos maiores investidores do mundo.

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Em 2003, Buffett, classificou os derivativos como ''armas financeiras de destruição em massa''. Na época, Warren também foi crítico da expansão descontrolada desse ativo. Assim como o papa faz agora.

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