O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, anunciou nesta quinta-feira que novas tarifas serão impostas sobre o aço e alumínio da União Europeia (UE), Canadá e México a partir desta sexta-feira. O anúncio que foi confirmado por meio de um decreto do presidente Donald Trump determina aumento de 25% para o aço e 10% para o alumínio.

Apesar das negociações com representantes da EU, Ross afirma que seu país não está disposto a manter a isenção permanente para os países do bloco europeu e que as renegociações com o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que integram Canadá e México estão demorando muito.

Líderes dos países atingidos ameaçam reagir com taxas sobre os produtos norte-americanos.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que os Estados Unidos está agindo com protecionismo e que o bloco europeu não pode ficar sem reagir. O primeiro ministro canadense, Justin Tradeau, também retaliou a medida e afirmou que vai retrucar “dólar por dólar”, além de impor tarifas para produtos norte-americanos e acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ross minimizou as ameaças ao afirmar que o presidente Donald Trump é flexível e pode fazer o que desejar a qualquer momento para chegar a uma solução sobre as tarifas sobre aço e alumínio.

Explicações sobre tarifas

O governo norte-americano afirma que o aumento de taxas é explicado pelo excesso de aço e alumínio no mercado global, e que o aumento da oferta pode ameaçar a siderurgia nacional, responsável pela indústria de defesa dos EUA. Especialistas consideram esse um argumento frágil e esperam aumento significativamente nos preços desses insumos no país, além de criar um efeito dominó para outros produtos.

A afirmação do presidente norte americano é reforçada por uma pesquisa O excesso de aço no mercado mundial é reforçado por uma pesquisa feita pelo Instituto Aço Brasil, que aponta crescimento na produção mundial de mais de 5%. A China é líder com mais de 830 milhões de toneladas produzidos em 2017.

Brasil isento

O Brasil que é o segundo maior fornecedor de aço para os EUA conseguiu ficar isento da tarifa sobre o aço após aceitar acordo de cotas sobre o produto, mas o alumínio brasileiro não escapou da taxação de 10%.

Atualmente, o Brasil fornece mais de 30% da sua fabricação de aço para os Estados Unidos. Além disso, a produção brasileira vendeu US$2,6 bilhões em siderurgia para os norte-americanos.Apesar dos números, a indústria siderúrgica nacional se encontra em um ambiente de recuperação e ocupa o nono lugares entre os produtores de aço no mundo.

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