Pedro Parente deverá ser presidente da BRF nos próximos dias. A diretoria da maior exportadora de frangos do mundo já havia o escolhido para presidente do Conselho de Administração desde o dia 26 de abril para substituir o empresário Abílio Diniz.

Menos de 72 horas após pedir demissão do comando da Petrobras, Parente agora deve substituir presidente interino Lorival Nogueira Luz que está no cargo desde o dia 23 de abril. Parente chegará ao cargo para receber remuneração de pelo menos R$ 92,4 milhões anuais, valor aprovado por Abilio Diniz enquanto ele presidia o conselho.

Logo após a notícia ser confirmada por pessoas próximas da companhia, as ações ordinárias da BRF dispararam de 9%, valendo agora R$ 23,40. Enquanto isso, as ações preferenciais da Petrobras caíram quase 15% e valem R$ 16,66.

Reconhecido pela especialidade de gerenciar crises, Parente chega para tentar reverter cenário de prejuízo de quase dois anos da principal exportadora de alimentos do Brasil. Fontes próximas da companhia informa que Parente já estuda os números da BRF para elaborar novos projetos empresariais.

A BRF se manifestou sobre o caso e afirma que a escolha de um novo CEO já estava em pauta dentro da empresa, mas que ainda continua analisando as opções do mercado para modificar a estrutura organizacional da empresa.

Trajetória de Parente na Petrobras

Engenheiro formado pela Universidade de Brasília (UNB), Pedro Parente estava no comando da estatal desde maio de 2016, quando foi nomeado pelo atual presidente Michel Temer para substituir Aldemir Bendine.

O objetivo era apagar a recente história da petrolífera marcada por corrupções e reverter prejuízos causados por desvio de conduta. A primeira tarefa foi vender mais de R$ 15 bi em ativos da estatal para e reduzir drasticamente os custos de produção.

Para aumentar o faturamento, em julho de 2017, Parente resolveu precificar o barril de petróleo nacional de acordo com o câmbio e a cotação do petróleo internacional.

Medida essa que futuramente seria o estopim para a greve dos caminhoneiros e para sua demissão.

Não demorou muito para que o preço dos combustíveis subisse a ponto de gerar a greve dos caminhoneiros anunciada em 21 de maio. Para conter a paralisação, o Governo decidiu intervir nos preços, atitude que incomodou o até então presidente da Petrobras.

Parente pediu demissão da estatal no dia 1º de junho elogiando a atitude do governo em diminuir provisoriamente o preço do diesel.

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"Sei que diminuir o preço do diesel foi uma atitude polêmica, mas nos fomos corajosos para tomar essa atitude e manter nossos conceitos na Política de preço", declarou.

Para se tornar conselheiro da BRF, Parente precisou deixar o conselho da B3 que ocupava há cinco anos.

Parente também ocupou cargos no Banco do Brasil, Banco Central e foi consultor externo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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