A taxa de juros do cartão de crédito e do cheque especial registrou uma leve queda em maio, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central.

Os juros médios do cheque especial eram de 321% ao ano, em abril, caindo agora 311,9% também ao ano. A redução ultrapassa timidamente os 9 pontos porcentuais.

Em relação ao crédito rotativo, a queda foi um pouco maior. Em abril, a modalidade registrava 328,6% ao ano, passando agora, em maio, para 303,6%.

Em entrevista à agência Brasil, o chefe de Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, disse que a queda dos juros desse tipo de crédito vem caindo gradualmente.

Aumento da inadimplência

Apesar da queda apontada pelo Banco Central, o número de inadimplentes do cartão de crédito rotativo cresceu no mesmo período, entre abril e maio. O número saltou de 33,7% para 34,8%.

Novas regras para os bancos e as taxas

O Conselho Monetário Nacional alterou algumas regras do cartão de crédito rotativo para justamente estimular a redução dos juros.

Uma das ações é a criação de um limite para as taxas de juros cobradas de clientes que não conseguiam pagar o mínimo ou até ficavam inadimplentes.

As medidas começaram a valer a partir deste mês.

Em relação ao cheque especial, a mudança está na negociação mais vantajosa para o cliente que estiver com mais de R$ 200 reais negativos. A partir de julho, as instituições financeiras serão obrigadas a disponibilizarem condições para que o devedor quite o saldo aberto com uma linha mais barata de juros.

As modalidades mais caras do mercado

Mesmo com a queda, ambas taxas ultrapassam os 300% ao ano.

Entre as opções de crédito disponibilizadas pelas entidades financeiras, o cartão rotativo e o cheque especial possuem as taxas mais altas do mercado.

Se compararmos com a taxa de crédito pessoal, por exemplo, a diferença se aproxima dos 200%. Nesta modalidade, por ano, a taxa soma 114%.

No último ano, o saldo de todas as operações de crédito chegou ao montante de R$ 3,107 trilhões de reais.

Governo tenta estimular economia

Apesar das diversas ações do governo para tentar reaquecer a economia, a meta ainda não foi alcançada para movimentar financiamentos e mais investimentos. A Taxa Selic, por exemplo, está em seu menor nível da história, 6,5%. Ela é usada como base para as taxas de juros e o governo esperava uma redução maior nos índices usados no cartão de crédito e no cheque.

De acordo com especialistas, a incerteza Política acaba sendo um elemento que provoca uma patinação na economia.

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