Os Shoppings Centers brasileiros fecharam o segundo trimestre deste ano com queda nas vendas em comparação com o mesmo período em 2017. De acordo com os dados divulgados recentemente, os impactos da greve dos caminhoneiros e da Copa do Mundo surtiram efeito nas vendas registradas por esses comércios em todo o país.

Além de todos esses fatos, a recuperação econômica bastante lenta também foi um dos motivos comentados por especialistas no assunto. De acordo com o analista do BTG Pactual, Gustavo Cambauva, a tendência negativa se estendeu para o segundo trimestre deste ano.

O analista ainda destacou que neste ano, o período de Páscoa não registrou queda nas vendas, diferente do ocorrido em 2017. No entanto, a crise gerada pela greve dos caminhoneiros assim como a Copa do Mundo impactaram em um resultado negativo para o mês de maio e junho de 2018.

Visitas aos Shoppings Centers cai 2,3%

A Abrasce, que é a associação ligada aos shoppings centers do país, informou recentemente que o fluxo de visitantes dentro desses empreendimentos teve uma redução de 2,3% no mês de maio de 2018.

A comparação ocorreu entre o mesmo mês de 2017, tendo como base mais de 570 empreendimentos espalhados pelo país.

De acordo com a associação, essa queda registrada no mês de maio representa uma interrupção no crescimento sequencial registrado no início do ano. A divulgação da Abrasce ainda destaca as paralisações de 11 dias no mês de maio como o principal fator para a queda.

Copa do mundo

Outro fator que comprometeu o número de visitas nos shoppings centers do país neste segundo trimestre do ano é a Copa do Mundo.

Isso porque a maioria desses empreendimentos fecharam para assistir aos jogos e não retornaram as atividades no dia. Sendo assim, o impacto negativo nas visitas e nas vendas do setor já era esperada logo com a chegada da Copa.

O varejo brasileiro vem acumulando queda desde o início da Copa do Mundo. De acordo com um levantamento realizado pela empresa Cielo, essa queda está acumulada em uma média de 25% para todo o setor nacional.

Cambauva ainda destacou que o clima não contribuiu para que o setor pudesse se recuperar dos fatores negativos durante o 2º trimestre de 2018. Em vez de frio, o outono/inverno deste ano teve dias com muito calor, o que prejudicou as vendas de vestuário de inverno. Segundo Cambauva, essas vendas não realizadas possui um preço muito maior do que os demais itens, sendo um grande prejuízo para os shoppings centers do país.

Siga as suas paixões.
Fique atualizado.

Não perca a nossa página no Facebook!