O mercado já abalado pela queda histórica do Facebook ontem, 26/07, recebeu outro choque ao receber o anúncio do Twitter que, em comparação ao mesmo período do ano passado, teve uma queda de aproximadamente 1 milhão de usuários, o mercado então já desconfiado agiu negativamente desvalorizando o valor das ações, chegando às 14h43 em US$ 34,74 (equivalente a R$ 128,95).

O Twitter contava com alta acumulada de 78% no primeiro trimestre deste ano, porém nesse cenário os investidores estão incertos quanto aos planos de expansão, afetando os resultados.

Em defesa, o Twitter argumenta que essa queda é consequência do combate aos perfis falsos no site e o combate constante aos abusos, mas que no contexto geral os usuários ativos tiveram um aumento de 11% quando comparado com o mesmo período do ano passado.

Como efeito secundário, outras empresas podem sofrer quedas uma vez que o grupo de ações chamado de Faang compõe os papéis do Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google.

Luta contra perfis falsos e spam no Twitter

Apesar da queda de usuários do Twitter ter causado desconfiança, faz parte do planejamento da rede social para inibir conteúdos nocivos e incentivar um ambiente virtual mais saudável.

Em junho a gigante das redes sociais comprou a empresa Smyte - provedor especializado no combate desse tipo de violação na internet - com objetivo de melhorar o controle do conteúdo indesejado. As novas leis da União Europeia sobre a privacidade dos usuários também contribuiu para os resultados, o Twitter afirma que os resultados já começaram a ser alcançados com a queda de 8% das denúncias de abuso.

Entenda a dimensão da queda do valor do Facebook ontem

A perda de valor do Facebook na última quinta-feira, dia 26, foi superior ao PIB de 133 países. Entre as 3.407 empresas listadas na Nasdaq Secutiries, apenas 14 tem valor superior à perda que a rede social teve em um único dia. Países como o Marrocos e a Ucrânia tem um PIB inferior a esse número.

A perda tomou tamanha proporção que derrubou os índices de Wall Street.

O Fundador Mark Zuckerberg viu 16 bilhões de dólares de seu patrimônio desaparecer.

Como era de se esperar diante das proporções desse resultado negativo, a gestora Trillium Asset Management que é detentora de aproximadamente 11 milhões de dólares em ações do Facebook enviou uma petição solicitando a demissão do Fundador Mark Zuckerberg do cargo de CEO da empresa. No passado, os mesmos pedidos de demissão foram negados.

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