A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) realizada no dia 01 de agosto deste mês teve como resultado a manutenção da taxa Selic, também conhecida como juros base, em 6,5%. Essa decisão já estava prevista pela maioria dos analista econômicos.

Essa é a terceira vez seguida que o Copom decide manter a taxa Selic. O movimento dos caminhoneiros em maio desse ano resultou em um aumento na inflação, porém especialistas consideram os efeitos sentidos logo após a manifestação, assim como os secundários, como passageiros e, dessa forma, não precisa de mudanças na estratégia.

O país aos poucos vem se recuperando da última crise enfrentada, porém em ritmo menor do que o planejado, por conta disso a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) que logo após a manifestação era de 2,5% de crescimento foi reduzida para 1,6%. Esse crescimento, apesar de sugerir uma retomada da economia, ainda é muito baixo e não deve animar investidores e especialistas da área.

Como reflexo da paralisação dos caminhoneiros, a inflação registrada pelo IPCA em junho foi de 1,26%, não era visto um índice tão alto desde junho de 1995.

Como o efeito da movimentação de maio é passageiro, o último mês já registrou um uma queda passando para 0,64%.

Para os próximos anos, as projeções se mantém com baixas variações, é esperado já para o ano que vem um aumento da taxa Selic em até 8,5% ao ano, enquanto que a inflação deverá permanecer estabilizada em 4% ao ano. Até 2021, a expectativa de crescimento do país é baixa, as projeções mostram uma crescimento do PIB de até 2,5% ao ano.

Efeito nos investimentos

Quem investe em títulos públicos ou certificados de crédito pós-fixados pela Selic começa a sentir seus lucros serem comprimidos entre o baixo índice da taxa básica de juros e o alto, mas passageiro aumento dessa inflação. Dessa forma, a tendência é que os investidores que preferem esse tipo de investimento segurem seus investimentos até uma melhora no índice.

Importante destacar que todas as projeções feitas para os próximos anos, tanto pelas reuniões do Copom, quanto pelo relatório Focus, são baseados no cenário sem grandes mudanças, dessa forma, com as Eleições se aproximando, muitos investidores aguardam os próximos passos na política no país para tomar decisões a médio e longo prazoz.

Manter o capital na poupança, ou parte dele, pode ser uma alternativa até o fim das eleições, porém deve-se acompanhar a evolução da inflação para que não desvalorize o valor aplicado, como foi em 2015.

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