Nesta segunda-feira (13), o dólar teve alta, elevando seu valor para R$ 3,92. A Bolsa de Valores abriu em baixa, mas no início da tarde de hoje opera em alta. A elevação do dólar se deu devido à crise na Turquia e às Eleições no Brasil.

O dólar abriu em 0,62% no mercado de câmbio, cotado aos R$ 3,88. No entanto, subiu 1,57%, sendo cotado exatamente a R$ 3,925. Já o Ibovespa, de São Paulo, abriu em baixa de 0,33%, aos 76.265 pontos. Porém, voltou a subir nesta tarde também, aos 76.541,28 pontos (0,04%).

Dólar vai R$ 3,92 no Brasil devido à crise na Turquia

A forte desvalorização da moeda turca (lira) tem provocado forte turbulência nos países emergentes como o Brasil, fazendo assim um efeito dominó em várias economias sob forte domínio do capital estrangeiro. A Turquia precisa elevar suas taxas de juros para que não se exploda uma crise monetária. Além disso, há uma tensão em questões diplomáticas com os Estados Unidos da América.

Devido à tensão com os Estados Unidos, analistas explicam que a Lira (moeda turca) perdeu 25% do seu real valor desde o início do mês e 40% desde o início do ano.

Em contrapartida, como guardião do sistema financeiro turco, o Banco Central da Turquia anunciou a injeção de 6 bilhões de dólares na economia para impedir ainda mais a queda da moeda e possibilitar o pagamento da liquidez dos bancos.

A tensão entre as duas potências se dá devido a uma prisão que o Governo de Ancara fez. Washington quer a liberdade do clérigo protestante Andrew Brunson, que está detido há dois anos sob acusação de terrorismo.

Como forma de pressionar ainda mais, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, elevou as taxas de alumínio e aço, em 50% e 20%, obrigando a Turquia a pagar mais e gerando impacto na economia. O anúncio foi feito no dia 10 de agosto.

A inflação na Turquia já bate os 16% e analistas recomendam que o governo eleve as taxas para conter a crise, no entanto o governo de Erdogan se mostra contrário.

A Turquia é o país com mais dívidas no G-20.

E por ser uma economia aquecida e emergente, faz com que a desconfiança paire sobre outras economias emergentes, como foi o caso da moeda russa (rublo) e o rand sul-africano (ambos queda de 8%). O peso argentino também foi afetado, enfrentando queda de 6% semana passada. E agora a moeda brasileira também sofre as consequências com a alta do dólar e desvalorização.

O Brasil é um país que tem muita reserva e portanto tem um colchão de maior proteção contra volatilidades e ameaças externas do mercado no fluxo de saída e entrada de dólares.

Siga a página Governo
Seguir
Siga a página Política
Seguir
Não perca a nossa página no Facebook!