O óleo diesel está mais caro a partir desta sexta-feira (31). Depois de um congelamento de três meses, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) atualizou os preços de referência e de comercialização do combustível, congelados desde a manifestação dos caminhoneiros que paralisou o Brasil em maio. Dependendo da região do país, o reajuste chega a 14%.

O preço do litro do diesel estava congelado em R$ 2,0316 por litro desde junho último como parte do acordo entre governo e caminhoneiros que pôs fim à greve.

A empresa divulgou também que não estão incluídos os tributos nos novos valores apresentados.

De acordo com o divulgado pela Agência, o preço foi reajustado com o objetivo de acompanhar os aumentos dos combustíveis no mercado internacional. A nova tabela já está em vigor. A expectativa é a de que os novos preços cheguem às bombas, impactando o consumidor brasileiro.

Valores do diesel por regiões

Na região centro-oeste, a medida implica em reajuste de cerca de 14%. Nessa região, o motorista vai pagar R$ 2,4094 pelo litro do diesel.

Antes, o valor era de R$ 2.1055.

A região sudeste tem o segundo valor mais caro do diesel. O preço passa de R$ 2,1055 para R$ 2,3277. Nos estados da região sul, o valor sobe para R$ 2,3143, o que representa mais de 10% de reajuste. As regiões nordeste e norte registram altas maiores de 12%. Com o reajuste, os nordestinos pagam R$ 2,2592. Para os nortistas, o preço do diesel está previsto para R$ 2,2281, o menor valor do país.

A gasolina vendida nas refinarias também teve o preço reajustado e passou a R$ 2,1079. A Petrobras justifica os reajustes dos preços comercializados pelas distribuidoras sob a alegação de que os aumentos são baseados em cotações internacionais.

A Petrobras alega ainda que a paridade entre mercados internacionais e o brasileiro de venda de combustíveis é necessária, já que no Brasil existe a livre concorrência e abertura do mercado no setor.

Outra informação prestada pela Petrobras é quanto à diferença entre o preço da distribuidora e os valores praticados nas bombas. Os preços das distribuidoras, tanto da gasolina quanto do diesel, são diferentes dos praticados pelos postos.

Mesmo com o reajuste atual, os valores dos combustíveis continuam menores dos praticados antes da greve dos caminhoneiros. O governo garante o subsídio de R$ 0,30 por litro até o final do ano como forma de não onerar as refinarias.

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