As importações de produtos norte-americanos pela China serão, em grande parte, substituídas. O Governo chinês, por exemplo, a partir deste mês, vai importar pouca quantia de soja produzida pelos Estados Unidos da América. No entanto, quem vai sanar essa parte será o Brasil, que verá a exportação de soja saltar este ano.

A China decidiu por novas fontes após os Estados Unidos acusar o país de ter violado as "propriedades intelectuais". Como retaliação, a China não está importando diversos produtos americanos.

Os agricultores americanos terão prejuízo, pois a China importou, em 2017, cerca de 27 milhões de toneladas. Esse ano, só importará 700 mil.

Nessa guerra comercial entre as duas potências, o Brasil sairá ganhando, pois sua exportação de soja saltará para as 71 milhões de toneladas enviadas para a China. O restante será da Argentina, Canadá, Rússia e outros países.

O executivo da Jiusan Group, Guo Yanchao foi quem revelou todos esses dados e expectativas do governo. Além disso, ele afirmou que o Brasil só pode suprir o consumo da China até fevereiro ou março do ano que vem, pois a produção de soja no país ainda é limitada.

Exportação brasileira

Em 2017, o Brasil foi líder em exportação de soja para a China, seguido pelos Estados Unidos. Em 2017 foram 50 milhões de toneladas de soja exportadas para a gigante China. O número foi 33% maior do que em 2016. A economia brasileira deve estar preparada, pois o momento é que as regras do jogo internacional mudem.

Com a guerra comercial entre os Estados Unidos e China, países poderão tomar novos lugares no abastecimento da economia mundial.

Um exemplo é o que ocorre com a vizinha Argentina. O Brasil teve um aumento de 31% nas exportações com relação ao ano passado, mas a crise argentina afeta diretamente a economia brasileira, pois a Argentina é o terceiro maior importador do Brasil. Os primeiros são Estados Unidos e China.

Outro fator economicamente ligado é o turismo no país. A instabilidade econômica argentina faz com que o turismo no sul do Brasil enfraqueça, e portanto, a economia também enfraquece.

É um ciclo.

E por fim, outro exemplo do que está em jogo são os investimento no país. A crise faz com que investidores saiam da Argentina e olhem para o Brasil, que possui uma economia mais sólida. O mesmo acontece com o Brasil e a China. A guerra comercial levará esses países a analisarem melhor os países emergentes. Assim, pode se ter uma redistribuição mundial de investimentos.

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