O Secretário de Comércio Exterior, Abrão Silva, afirmou em entrevista que as exportações brasileiras para a vizinha Argentina desaceleraram. Ele também afirmou que o Brasil segue de olho no vizinho, pois sua volatilidade econômica pode afetar o Brasil.

Atrás dos Estados Unidos da América e da China, a Argentina é o terceiro maior importador do Brasil, representando cerca de 7 a 8% das exportações brasileiras. Sem dúvida, a Argentina tem papel relevante na economia. Abrão disse que obviamente a relação econômica argentina está ligada ao nosso mercado.

O Governo liberal de Mauricio Macri não conseguiu segurar as volatilidades do mercado externo e vê a economia argentina entrar em colapso. O país mais assistencialista da América do Sul teve de cortar diversos gastos e ainda emprestar dinheiro do Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo Macri também se viu sem saída ao tentar parar a desvalorização de sua moeda. Para isso, o governo utilizou toda sua reserva de dólares, no entanto, de nada adiantou, o governo ficou sem dinheiro e a desvalorização continuou forte.

Ainda que o Brasil tenha um saldo positivo em exportações para a Argentina, nos últimos 4 meses houve uma forte desaceleração, disse o secretário. "Nos resta observar a economia argentina", disse.

No mês passado, em agosto, a economia brasileira viu suas exportações caírem em 4,8 por cento. No total dos últimos 8 meses, porém, teve alta de meio por cento, chegando aos quase US$ 11.600 bilhões.

Importações Brasileiras crescem

Ainda que a volatilidade do mercado externo e alta do dólar influenciem a economia brasileira, o secretário afirmou que ainda assim a tendência do aumento das importações continue.

O secretário afirmou que o que mantém firme a relação são os contratos firmados. Disse que a volatilidade do dólar afeta positiva e negativamente, mas que os contratos são honrados, independente da variação do dólar.

Ele prosseguiu que diante disso, as taxas de importação vão continuar crescendo.

Ainda que as compras de plataformas de petróleo tenham influenciado as contas mensais, as importações cresceram cerca de dois dígitos. Se não fosse essa compra, a alta das exportações seria de 15,7 por cento, contra 23,1 por cento, ocorrida entre janeiro a julho de 2018. O secretário analisou ainda que exportações cairiam de 8,3% para 6,2%.

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O Brasil importou quatro plataformas de petróleo e exportou 3.

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