Há pouco tempo, mais precisamente em novembro de 2016, a taxa básica de juros, a Selic, estava na casa dos 14%, sendo que em março de 2018, já alcançava a marca de 6,5%, posição em que se encontra atualmente. Devido ao fato da Selic servir de base para todas as taxas pagas em investimentos de renda fixa, mesmo que as aplicações não estejam atreladas a Selic, o valor pago pelo capital investido nos produtos de renda fixa também teve uma queda importante nas taxas pagas.

À primeira vista, é passivo o entendimento de que se passou a ganhar menos, por esse fato, os investimentos em renda fixa não são mais tão atrativos com há alguns anos, porém isso é um erro comum, que será elucidado mais à frente.

Variáveis a se considerar

O que se deve observar é o ganho real, que nada mais é que o ganho bruto menos a inflação. Antes de realizar uma aplicação, o investidor deve observar, principalmente, o ganho real, pois somente assim pode-se medir o crescimento do poder aquisitivo do indivíduo.

Além desse ponto supracitado, o investidor deve estar atento a outras variáveis, que são principalmente a taxa oferecida pelo investimento, o prazo de vencimento, a liquidez, se o investimento é pré-fixado ou atrelado a alguma taxa como o IPC-A, por exemplo, além do investimento mínimo a que se destina o produto aspirado.

Fatores de decisão antes de se investir

Esses fatores devem ser analisados, muita das vezes, de forma conjunta, pois estão relacionados e não são definidos aleatoriamente.

Por exemplo, observa-se que, quanto maior o prazo do investimento maior a taxa de juros paga pelo capital aplicado, sendo assim, se o investidor estiver disposto a uma aplicação de longo prazo, muito provavelmente terá um ganho maior. Apenas um adendo deve ser feito, quando se têm um prazo muito grande, existe a possibilidade de ocorrer um crescimento da inflação além do previsto, corroendo, dessa forma, o ganho real desse investimento.

Essa possibilidade é maior em uma aplicação pré-fixada.

Outro fator que pode ser relacionado com a taxa paga é a liquidez, pois, de maneira geral, quanto maior a liquidez, menor o valor recebido ao final do prazo. Além disso, pode-se dizer, que quanto maior for o aporte em determinada aplicação, maior a taxa paga por ela.

Por fim, deve-se falar das possibilidades de taxa oferecidas nos investimentos de renda fixa, que podem ser pré-fixados, em que uma taxa fixa é atribuída à aplicação rendendo esse valor estabelecido até o seu vencimento. Aplicações atreladas à Selic, como o Tesouro Selic, ou ao IPC-A, são intimamente relacionadas à inflação, devendo o investidor estar atento a suas variações. Por fim, há também investimentos atrelados à taxa DI, que é a taxa de juros praticada quando há empréstimo entre bancos, normalmente acompanha as variações da Selic.

As informações aqui passadas podem servir de base para que o futuro investidor inicie sua carteira de investimentos com o intuito de alcançar a tão sonhada independência financeira.

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