A maioria das vinte cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou ligeira diminuição dos preços na cesta básica do brasileiro. Isso é que foi demonstrado no final do levantamento, com 17 capitais registrando preços mais baratos nos alimentos.

Pelo menos, o mês de agosto, período considerado popularmente como de mau agouro, trouxe um pequenino ânimo para os consumidores.

As cidades que obtiveram maior diminuição nos preços vendidos no varejo foram João Pessoa, na Paraíba, Salvador, na Bahia e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O decréscimo girou em torno de 3%, em média.

Florianópolis, Manaus e Aracaju foram as três capitais onde se percebeu alta de preços na cesta básica. A capital catarinense ficou com o maior índice: 3,86%.

Porém, se olharmos o valor que o consumidor desembolsa no total para comprar os artigos de primeira necessidade, São Paulo tem uma das mais caras cestas básicas do país: R$ 432,81. Em seguida, vem justamente Florianópolis, com R$ 431,30. Logo atrás da capital de Santa Catarina, aparecem Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Já os baianos de Salvador e os maranhenses de São Luís desapertam um pouco mais o cinto, pois a cesta básica de ambos está na faixa dos R$ 310,00 a R$ 330,00.

Consolidado do ano

Se pegarmos os dados de agosto do ano passado e considerarmos os outros meses até agosto de 2018, a média de preços cobrados da cesta básica apresentou queda na maioria das cidades. Os mais bem-posicionados nessa diminuição foram Goiânia, Salvador e São Luís.

Somente Campo Grande e Cuiabá tiveram alta nesse mesmo período.

Aproveitando o embalo, o Dieese efetuou alguns cálculos para aferir qual é o salário capaz de adquirir a cesta básica sem pensar ou fazer ajustes no orçamento doméstico. O Departamento tomou como base o preço da cesta cobrado em São Paulo (como citado anteriormente por deter a cesta mais cara). De acordo com a avaliação dos técnicos, o valor mínimo ideal para uma família composta por quatro pessoas seria o valor de R$ 3.636,04, cerca de três vezes mais do que é pago de salário mínimo atualmente.

Alimentos vilões e mocinhos

Prosseguindo com o estudo do Dieese, a instituição divulgou dados sobre quais seriam os produtos que encareceram ou baratearam o poder de compra do consumidor. Os alimentos que contribuíram para baixar o preço foram o tomate, a batata e a farinha de mandioca. Tal explicação deriva da grande oferta desses alimentos e da pouca procura por eles.

Já, os “bandidos da história” foram protagonizados pelo pão francês e pela farinha de trigo, por causa, basicamente do aumento da cotação de moeda estrangeira, ou seja, a variação do câmbio monetário. Seu “comparsa” denominado leite e derivados foi determinante para a alta da cesta, visto que existe pouca oferta do líquido branco no mercado.

De acordo com o trabalho do Dieese, a população que trabalha e ganha uma renda para sobreviver, precisa comprometer 42% desta mesma renda para comprar artigos e produtos relacionados à cesta básica. Em comparação com agosto de 2017, esse percentual era de 43%.

A metodologia do Dieese utiliza uma pesquisa amostral criada em 1959, com realização mensal, verificando a variação de preço de 13 itens englobados na cesta básica, percorrendo e anotando os dados de 20 capitais espalhadas pelo Brasil.

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