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Na manhã desta quarta-feira (21), o jornalista e colunista Helio Gurovitz discorreu em seu blog no G1 sobre o principal desafio que o novo Governo do presidente eleito terá de enfrentar. Sem hesitar, Helio apontou que, o ato de zerar o déficit fiscal do país, é uma das principais promessas de Jair Bolsonaro. Relembrando declaração do economista Paulo Guedes na campanha sobre a possibilidade de zerar o déficit já no primeiro ano de governo, tanto por meio de cortes quanto de privatizações, Helio chamou a intenção do economista de louvável, mas impraticável devido à afirmação (segundo ele) feita pelo economista Felipe Salto nesta terça-feira (20).

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Felipe Salto teria afirmado que as contas só poderão ficar no azul em 2023. Na ocasião, a fala de Felipe, então diretor da Instituição Fiscal Independente, aconteceu durante a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Apesar do contraposto, o jornalista avalia que a previsão para este ano é otimista, contrastando-se os R$ 159 bi de déficit primário previstos no Orçamento, com o fechamento de ano em R$ 139 bi no vermelho, ou ainda melhor, devido à não realização de despesas por parte dos ministérios que totalizam R$ 17 bi.

Déficit do país e alguns dados do IFI

Na análise de Gurovitz, estima-se que em 2019 o déficit será abaixo dos R$ 100 bi.

Estima-se também um corte de R$ 149 bi no governo de Bolsonaro (em um mandato), o que equivale 0,5 do PIB (Produto Interno Bruto) anual. Embora haja a proibição de que os gastos do governo subam acima da inflação, Helio acredita que nem os cortes serão suficientes para o Brasil voltar a ficar no azul.

Apontando dados da IFI (Instituição Fiscal Independente), o colunista fez uma prévia do tamanho do ajuste fiscal que o país terá de fazer para voltar ao azul.

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Os dados mostram que, em 2017, o déficit primário diminuiu para 1,7% (após ter chegado a 2,5% do PIB), tendo voltado a crescer 2,1% este ano (2018). Já no ano que vem a expectativa é que essa porcentagem diminua para 1,8, sendo então reduzido paulatinamente pelos próximos anos.

Possível solução

Destacando números do mergulho fiscal, Helio Gurovitz ainda mostrou medidas que colaborariam para zerar o déficit fiscal primário, como a redução com o funcionalismo e a reforma da Previdência.

O jornalista afirmou que sem essas medidas ficará impossível para o Governo Bolsonaro tirar o país de perto do abismo fiscal.

Isso deve exigir do novo Governo tanto a negociação política quanto o apoio no legislativo.

Em um cenário pessimista traçado pela IFI, Helio alerta não ser um absurdo que o país chegue em 2023 beirando uma dívida pública em 100% do PIB, o que seria uma catástrofe que deve ser evitada. Essa será a principal missão de Bolsonaro e Paulo Guedes.