De acordo com um novo relatório da empresa de dados para o mercado financeiro Bloomberg, o Facebook está criando uma criptomoeda para que os seus usuários possam realizar transações financeiras em seu serviço de mensagens WhatsApp.

A gigante de Tecnologia irá usar uma moeda digital para se concentrar em pequenos pagamentos, focando primeiro no comércio de remessas na Índia. A rede social planeja usar a stablecoin, uma moeda vinculada ao dólar americano, suportada pelo governo e que pode evitar a volatilidade.

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As stablecoins

A notícia não gerou surpresa, já que a empresa de mídia social confirmou em maio a criação de uma equipe liderada pelo ex-presidente da PayPal, David Marcus. O objetivo da companhia é criar maneiras de fomentar a blockchain (tecnologia de registro distribuído que visa à descentralização como medida de segurança). No entanto, pode levar algum tempo até que o Facebook possa lançar o serviço, já que a equipe está supostamente trabalhando em algum tipo de ativo que ajudaria estabilizar o preço da stablecoin.

Outro desafio é a recente proibição imposta pelo banco central da Índia as empresas financeiras, impedindo que as instituições lidem com a criptomoeda. "Como muitas outras empresas, o Facebook está explorando maneiras de usufruir o poder da tecnologia blockchain”, disse um representante em um comunicado. “Essa nova e pequena equipe está explorando muitas aplicações diferentes. Não temos mais nada a compartilhar."

WhatsApp na Índia

A empresa inicialmente se concentrará na Índia, no qual 200 milhões de pessoas usam o WhatsApp e os pagamentos de remessas são grandes negócios.

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De acordo com o Banco Mundial, pessoas de outros países transferiram US$ 69 bilhões em 2017. Segundo a Forrester Research Inc. o país possui 480 milhões de usuários conectados a web, perdendo apenas para a China e o número deve crescer para 737 milhões até 2022.

No início deste ano, o serviço de mensagem lançou uma versão beta de seu novo sistema que permitia que os usuários indianos fizessem transações peer-to-peer (em português par-a-par), mas o governo suspendeu o programa devido a preocupações de regulamentação decorrentes do escândalo Cambridge Analytica do Facebook.

Com 2,5 bilhões de pessoas conectadas no mundo ao Facebook e mais de US$ 40 bilhões de lucro por ano, a rede social pode ter mais chance de elaborar uma estratégia consolidada, visto que o mercado de criptomoedas vem passando por um grande declínio.

Ainda de acordo com a Bloomberg, embora os serviços bancários continuem a melhorar no mundo em desenvolvimento, nem sempre são facilmente acessíveis aos pobres, particularmente em países como a Índia. A implementação de uma stablecoin para pagamentos que poderiam ser adquiridos em lojas de conveniência, por exemplo, estenderia a capacidade de transações on-line para mais pessoas.

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