Com o avanço da pandemia do novo coronavírus no país, pequenas, médias e grandes empresas precisaram se reinventar para atingir o público. Com a BIC, empresa gigante no ramo de lâminas, papelaria e chamas, não foi diferente, sendo necessário adotar novas estratégias que abrangessem, sobretudo, o meio digital.

Dessa maneira, novas formas de se conectar com o público foram estabelecidas, como a consolidação da plataforma "O Poder das Cores", que, durante a pandemia, serviu como um canal destinado a atividades gratuitas para o público infantil. "Em relação às estratégias adotadas, o que fizemos foi investir ainda mais nos canais digitais para estabelecer essa comunicação direta com o consumidor final", destaca Rodrigo Iasi, diretor de marketing da BIC, em entrevista a Blasting News.

"Além da execução dos tradicionais ‘4Ps’ (produto, preço, promoção, praça), é preciso estar mais próximo que nunca dos consumidores, (ainda que de forma digital), do mercado, clientes, novos canais e do negócio", ressalta Rodrigo.

Confira a entrevista na íntegra.

Blasting News: Com a pandemia, novas formas de se comunicar precisaram ser adotadas pela empresa. Como a BIC formulou suas estratégias e remodelou sua maneira de falar com o público nessa época mais sensível que estamos vivendo? Como a empresa vê o papel do marketing em meio à crise?

Rodrigo Iasi: A BIC está sempre atenta ao mercado e aos novos formatos de interação com o consumidor. Com a pandemia, ser fiel ao propósito e valores da marca ganha ainda mais relevância, bem como a necessidade de se posicionar e comunicar de maneira consistente e natural (sem oportunismo), ressaltando para o consumidor a essência da marca, o que faz ela faz para ser o que é, pensando em se perpetuar, ter relevância e significado na vida das pessoas.

E a BIC tem tudo isso, então, de maneira muito espontânea conseguiu colocar em prática seus valores e propósito, se aproximando ainda mais dos consumidores e aumentando sua relevância e pertinência. Não é por acaso que a BIC tem ganhado participação de mercado e inserção nos lares brasileiros nas três categorias em que atua (lâminas, papelaria e chamas).

Em relação às estratégias adotadas, o que fizemos foi investir ainda mais nos canais digitais para estabelecer essa comunicação direta com o consumidor final. Apostando na versatilidade e acessibilidade das redes sociais, a BIC promoveu lives no Instagram, com workshops de lettering, colorir e técnicas de relaxamento, além de uma série de conteúdos que foram desenvolvidos em conjunto com os consumidores, como parte do movimento que a BIC abraçou no Brasil, chamado #vaificartudobem.

No início do ano, fizemos o lançamento da plataforma digital “O Poder das Cores” que, desde então, tem disponibilizado, gratuitamente, conteúdos e atividades que estimulam o desenvolvimento cognitivo e o aprendizado lúdico das crianças.

Em tempos desafiadores como este que estamos vivendo, o papel do Marketing se expande ainda mais. Além da execução dos tradicionais “4Ps” (produto, preço, promoção, praça), é preciso estar mais próximo que nunca dos consumidores, (ainda que de forma digital), do mercado, clientes, novos canais e do negócio. Diante disso, se faz imprescindível, entender as novas dinâmicas, tendências e, principalmente, saber traduzir tudo isso de maneira rápida em cenários que sejam acionáveis e se transformem em ações vencedoras, que preferencialmente tragam valor para a empresa e/ou representem melhoria significativa de eficiência.

O lançamento da plataforma “O Poder das Cores” foi uma forma muito elogiada de entreter as crianças nesse período de pandemia. Como tem sido a resposta do público a esse projeto? A ideia é manter a plataforma ativa mesmo com a retomada das aulas e da, digamos, normalidade? Qual a ideia num futuro próximo para a ferramenta?

A plataforma foi lançada antes mesmo da pandemia, mais especificamente, em janeiro deste ano, durante o evento oficial de Volta às Aulas 2020. Durante essa quarentena, temos realizado um trabalho muito ágil para trazer ainda mais atividades gratuitas na plataforma. Estamos muito contentes com os resultados e o engajamento da audiência, pois tivemos um trabalho bastante estratégico e dedicado para implementar a plataforma "O Poder das Cores", com um olhar criterioso para criar uma ação que pudesse auxiliar os pais e professores durante todo o ciclo de aprendizado das crianças.

Com conteúdos informativos e atividades diretamente ligadas ao processo de construção do aprendizado lúdico a plataforma "O Poder das Cores" reforça um dos principais pilares globais da BIC, o compromisso com o desenvolvimento do aprendizado de crianças e jovens das comunidades em que a companhia está presente.

Durante o período de isolamento social, notamos que a quantidade de acessos na plataforma aumentou, em virtude do crescimento nas buscas dos consumidores por atividades gratuitas e diretamente ligadas ao desenvolvimento infantil. O nosso objetivo é continuar com a plataforma ativa, mesmo após a pandemia, pois a ideia principal é que “O Poder das Cores” seja uma referência em conteúdo para pais, filhos e profissionais da educação, auxiliando durante todo o processo de desenvolvimento do aprendizado.

Inclusive, a plataforma está sendo constantemente atualizada com atividades criadas em parceria com outras marcas como Kidzania e Seven Boys, além de educadores e pedagogos, pensando em continuar sempre trazendo novidades para estimular a educação de qualidade para que todos, em qualquer lugar e qualquer hora, tenham acesso a este formato de conteúdo.

De que maneira o fechamento provisório de escritórios e, principalmente, escolas, por conta da pandemia, afetou a empresa e o segmento de mercado no qual ela trabalha?

O que podemos dizer é que, mesmo diante deste momento tão desafiador, a BIC tem estado mais próxima do que nunca dos consumidores e parceiros de negócio, dando todo suporte necessário para que todos possamos sair fortalecidos dessa situação.

O mercado como um todo foi impactado de alguma maneira. A BIC tem como um dos seus diferenciais atuar de maneira estratégica e bastante equilibrada em três categorias (lâminas, chamas e papelaria) com mercados, sazonalidades e comportamento de consumo bem diferentes. Este fator proporciona um dinamismo para a operação da BIC no Brasil, podendo ser alavancado em canais e mercados que foram menos impactados por esta pandemia, como supermercados ou farmácias. Além disso, temos a possibilidade também de colocar em prática planos consistentes de mitigação em mercados mais impactados, como as papelarias, por exemplo. Aliás, mesmo dentro deste cenário mais complexo, como é o caso das papelarias, uma tendência que identificamos é a adaptação de muitos profissionais e empresas para o formato de trabalho home office, com itens de escritório como canetas esferográficas, marcadores e lápis preto, que passaram a ser mais procurados, principalmente no e-commerce onde intensificamos esforços, tendo em vista que os lares tiveram que ser transformados em escritórios.

Os domicílios com crianças também têm se reabastecido com itens como lápis de cor e giz de colorir para continuar o processo educacional em casa.

Também identificamos outras oportunidades dentro das outras categorias em que a BIC atua. Por exemplo, os novos usos dos isqueiros e acendedores para atividades de “Faça Você Mesmo”, que tiveram um aumento considerável neste período, pois os consumidores estão buscando esse produto para fazer acessórios de decoração, técnicas de relaxamento, entre outras atividades. Outro aspecto interessante observado é a questão do autocuidado, que também não ficou de fora durante a quarentena. Nesse aspecto, nossas linhas de depiladores e barbeadores se destacam no mercado por oferecer qualidade, segurança e durabilidade.

Quais as perspectivas da empresa para o curto e médio prazo, envolvendo a reabertura gradual de escritórios, escolas e comércio?

Desde o início da pandemia, a BIC tem monitorado de perto as recomendações das autoridades de saúde relevantes, cumprindo todas as regulamentações governamentais em todos os locais em que estamos presentes. Entendemos que o processo de retomada será bastante desafiador para todos e que será preciso muita cautela para zelar, principalmente, pela saúde e segurança de todos.

Falando especificamente sobre o aquecimento do mercado com a reabertura gradual de escritórios, escolas, papelarias, bares, a BIC se encontra em uma posição privilegiada para garantir o abastecimento destes estabelecimentos, uma vez que seu parque industrial se encontra em Manaus e é responsável por grande parte dos artigos que são produzidos vendidos no Brasil, o que facilita a disponibilidade de produtos e reduz consideravelmente o impacto do câmbio.

Além disso, a BIC está certa de que sua marca e produtos continuarão com alta relevância dentro dos lares, sendo itens de necessidade básica e com preço justo e acessível. Com a reabertura dos estabelecimentos comerciais, a disponibilidade dos produtos BIC voltará a ampliar, chegando em mais de 600 mil pontos de vendas, em todo o território nacional, fazendo com que toda a cadeia seja beneficiada e que o consumidor possa se abastecer com rapidez e de maneira adequada.

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