Nesta quarta-feira (26), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) informou que discussões relacionadas ao novo programa social Renda Brasil estão suspensas até que novos ajustes sejam feitos no texto do projeto realizado pela equipe econômica liderada pelo ministro Paulo Guedes.

A decisão soou como uma surpresa quando o presidente Bolsonaro falou em palanque, durante uma visita em uma usina de Ipatinga (MG), que seu Governo não irá tirar dinheiro dos pobres para dar a paupérrimos e salientou que a proposta não irá para o Parlamento. "Não posso tirar de pobres para dar a paupérrimos", disse.

Diante das declarações do presidente em rejeitar a proposta de Paula Guedes se configurou numa derrota ao ministro, e tais divergências descritas acabaram sendo malvistas pelo mercado financeiro o que acabou provocando uma queda na Ibovespa – Bolsa de Valores brasileira.

Para o presidente Bolsonaro, o uso do abono salarial para financiar o Renda Brasil é algo inviável. Segundo o presidente, não se pode permitir que seja retirado o abono, pois ele contempla cerca de 12 milhões de famílias que receberem até dois salários mínimos.

Planos do Renda Brasil vazou sem aval de Bolsonaro

Nos últimos dias, o Ministério da Economia andou vazando os planos para o Renda Brasil sem passar pela análise de Bolsonaro. Para o colunista da Folha Vinicius Torres Freire, as palavras de Bolsonaro "fritaram" o ministro Guedes e este governo se encontra sem "rumo" nos principais ministérios (Saúde, Educação, Ambiente e Relações Exteriores).

O colunista ainda informa que alguns ministros chegaram a vazar a informação de que há intrigas contra o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com isso o clima ficou pesado de tal modo que credores do governo e negociadores ignoraram pedidos de Bolsonaro.

Nesse clima, os juros subiram juntamente com o dólar.

Mas, após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reafirmar que qualquer tentativa de burlar o teto de gastos será barrada no Congresso, o ambiente financeiro do Brasil teve um pico de melhora.

Maia também afirmou que os planos financeiros do governo foram vazados sem antes estarem autorizados pelo presidente Bolsonaro. Isso provocou falsas expectativas quanto ao programa.

Maia e Guedes defendem corte de programas sociais para Renda Brasil

Para que o Renda Brasil aconteça, Maia e Guedes, acreditam que será necessário o corte de outras despesas (abono salarial, Farmácia Popular dentre outros).

Mas o presidente Bolsonaro é contra o corte do abono salarial e deu três dias para que o ministro da Economia mostre a resolução para esse impasse, de modo que, o valor do Renda Brasil seja superior ao sugerido R$ 247 e que não mexa no abono salarial.

Nesse clima de divergências, o governo Bolsonaro se encontra numa "sinuca de bico", onde de um lado Bolsonaro quer que Guedes faça uma "mágica" ou então comprar briga com a população.

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