Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, as vendas de motos, carros e caminhões ganharam mais força após a liberação do auxílio emergencial para enfrentamento da pandemia do Coronavírus (Covid-19) em meados de março de 2020.

De acordo com os dados levantados pelas entidades que representam as montadoras e os distribuidores de veículos nas regiões dos estados do Norte e Nordeste, onde houve um grande número de beneficiados, os emplacamentos obtiveram uma retomada mais robusta com uma leve queda quando comparado com o ano anterior em relação às regiões Sul e Sudeste.

No Pará, as vendas de veículos registraram uma alta de 33,8% durante o período de novembro de 2019 a novembro de 2020.

No estado do Pará, cerca de 54,5% das residenciais foram beneficiadas com o auxílio emergencial de R$ 600, conforme dados do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística). O estado é o terceiro mais beneficiado no país com a renda emergencial.

Fenabrave: retração é menor que a de 2019 sem pandemia e auxílio emergencial

Segundo a entidade que representa os revendedores, Fenabrave, a retração no acumulado de 2020 foi de 28,7%. No Brasil, de modo geral, houve uma queda de 7,2% nos emplacamentos, mas essa percepção se dá quando se compara o mês passado com o mesmo período de 2019 sem pandemia e sem o auxílio emergencial promovido pelo governo de Jair Bolsonaro.

No estado do Maranhão, na região Nordeste, o percentual de famílias que foram beneficiadas com o auxílio emergencial no período de agosto é de 65,5%, configurando-se no segundo estado que promoveram uma alta de 31% nas vendas de veículos entre o período de novembro de 2019 a 2020.

A retração foi de 11,3%, no ano.

O mesmo não se dá no Amapá, onde 71,4% dos domicílios foram cadastrados no auxílio emergencial, mas os emplacamentos sofreram uma queda de 1,9% entre os meses de novembro. O estado também é o que registrou menor queda na retração acumulada em 2020, com cerca de 6% em relação a 2019.

Administradora critica matéria da Folha

A orientadora financeira e administrador Nath Finanças, especialista em criar conteúdo sobre educação financeira para pessoas de baixa renda, se mostrou impactada pela informação da Folha de S.Paulo. Em seu Twitter ela afirmou que a “Folha só pode tá de deboche com a nossa cara. Não é possível” para justificar sua expressão, Nath disse que a renda do auxílio emergencial representa até 2% de um Fiat Mobi – um dos carros mais baratos do mercado.

Reafirmando que o título da Folha é “sem noção”.

Nath Finanças também compartilhou um comentário de um de seus seguidores afirmando que a reportagem da Folha alimenta o discurso de quem acredita que a região Nordeste é sustentada com o dinheiro Rio-SP, além de fomentar a ideia errônea de que os nordestinos fazem filhos para viver de Bolsa Família e agora do auxílio emergencial.

Auxílio emergencial chega ao fim neste mês

O Governo federal já iniciou o fechamento do ciclo iniciado em abril.

Sem revisão de nova prorrogação, os últimos depósitos serão feitos até 29 de dezembro de 2020. O benefício teve início com uma renda mínima mensal de R$ 600, mas nos últimos 4 meses devido a oscilações na economia, o auxílio foi reduzido pela metade.

As expectativas do governo é que no próximo ano de 2021 a economia volte a girar com a recuperação do emprego e da renda da população brasileira. Contudo, vale lembrar que o surto da pandemia do coronavírus ainda está ativo e muitas discussões acontecem em torno da vacina. O fato é que até o presente momento o que se sabe é que não há previsão de prorrogação e certamente os 67,9 milhões de brasileiros sentirão o impacto do corte, em especial, aqueles que ficarão desempregados em decorrência do fechamento de empresas devido a crise gerada na economia brasileira.

Mauro Rochlin, Economista, afirmou ao jornal Extra que a descontinuidade do auxílio emergencial ajuda na questão fiscal, mas atrapalha na recuperação da economia no curto prazo, pois o consumo das famílias tende a ser prejudicado impactando o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o economista, a União apresentará um deficit orçamentário dez vezes maior ao de 2019.

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