O Plano Nacional de Educação, aprovado em 2014,  foi um longo processo de disputa entre os mais diversos atores da sociedade brasileira. Instituições governamentais, movimentos sociais, atores do terceiro setor, setores religiosos e representantes das instituições privadas disputaram até o último momento as diretrizes e estratégias aprovadas no PNE. 

A lei, com vigência de 10 anos, tem como objetivo organizar as metas para a educação durante estes anos, buscando alcançar o maior número de objetivos possíveis. Dois objetivos estão em disputas no atual momento: a Base Nacional Comum Curricular e o Sistema Nacional de Educação.

O ex-ministro da educação, Renato Janine, foi o responsável pela abertura do processo de discussão que conduziria à formulação do documento oficial, disponível  para ser debatido pela sociedade civil atualmente. A pergunta que se coloca é:qual a importância deste processo? Ou melhor: Por que alterar o currículo nacional? 

O tema do currículo nacional é objeto de análise e discussão tanto de pesquisas universitárias quanto movimentos sindicais, dada sua abrangência. O currículo comum está inscrito na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 e também o indicativo de estabelecer uma Base Nacional Comum que determine quais são os conteúdos essenciais. Este processo acontece de forma democrática, seguindo a tônica do que foi a CONAE 2010, CONAE 2014 e outros processos decisivos para a educação nos últimos anos.

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Ao mesmo tempo dialoga com as principais críticas às políticas curriculares anteriores, comumente acusadas de centralizadoras e verticalizadas. 

A Base Nacional Curricular comum já se consolida como um novo campo de disputas sobre a educação no Brasil. A participação popular, de professores, pais, alunos e cidadãos em geral aponta para a democratização desses processos. Ao mesmo tempo, discutir sobre o currículo indica uma possível modernização das escolas e dos conteúdos, buscando uma aproximação com a sociedade atual e as suas necessidades. 

Apesar de todas os maus ventos que sopram sobre o MEC, principalmente com a saída do ministro, as greves do ensino superior e os cortes no orçamento, o processo de construção da Base Nacional  Comum Curricular merece atenção e participação. Aguardemos as cenas do próximo capítulo