Na última sexta-feira (18), o Ministério da Educação autorizou o repasse de R$ 294,3 milhões para instituições federais de ensino que estão vinculadas à pasta. Desde o começo do ano, o valor autorizado para instituições federais é de R$ 4,69 bilhões.

Os valores liberados serão repassados da seguinte forma:

- R$ 201,83 milhões para universidades federais, incluindo hospitais universitários;

- R$ 91,32 milhões para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica;

- R$ R$ 1,15 milhão será destinado à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Pernambuco, ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e ao Instituto Benjamin Constant (IBC), localizados no Rio de Janeiro.

Os recursos são destinados à manutenção das instituições, custeio das despesas que permitem o funcionamento das instalações e o pagamento de assistência estudantil [VIDEO]. Segundo Iara Ferreira Pinheiro, subsecretária de planejamento e orçamento do MEC, os valores repassados garantem o bom funcionamento das universidades, regularidade das aulas e de todas as atividades desenvolvidas nas instituições.

Universidades e a falta de recursos

As universidades federais enfrentam um momento difícil [VIDEO]com a falta de verba. Segundo Emmanuel Tourinho, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a previsão do total de valores de repasse para este ano de 2017 não será suficiente para custear as manutenções necessárias que permitem o funcionamento das universidades.

Segundo o presidente, os recursos não conseguirão cobrir nem mesmo as despesas mais básicas como energia, limpeza, bolsas, manutenção das instalações e vigilância. Ele afirma que os valores liberados pelo governo garantem o funcionamento das universidades apenas até setembro.

Tourinho diz também que os recursos não são suficientes para concluir obras que estão inacabadas, manutenção de universidades mais antigas e que as novas instituições precisam alugar prédios, pois faltam recursos para finalizar suas instalações. Para 2018, Tourinho prevê que o quadro será ainda mais preocupante e que é preciso recompor, com urgência, os orçamentos destinados às universidades federais. Caso continue da forma como está, os prejuízos podem ser enormes.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirma que os problemas enfrentados por algumas universidades é resultado de uma má gestão. Para ele há um desequilíbrio na capacidade gerencial e outras universidades não enfrentam problemas com a falta de recursos por terem uma boa gestão.