Com os argumentos de que o país enfrenta uma situação difícil decorrente da crise econômica, com grande defasagem entre os investimentos nos ensinos Básico e Superior, o presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Caio Narcio (PSDB-MG), realizará nesta terça-feira (22) uma audiência pública para discutir se as pessoas mais ricas devem ou não pagar pelo ensino público nas universidades.

Segundo o parlamentar, o dinheiro cobrado desses alunos poderia ajudar na ampliação de vagas para pessoas que não têm acesso [VIDEO] às universidades. Além disso, ajudaria na compensação de gastos com o Ensino Básico.

Participarão da reunião o defensor da Escola Sem Partido, o coordenador Nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) e atual e ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Mariana Dias e Carina Vitral.

O assunto é motivo de discussão desde os anos 1960. Sempre que o país enfrenta um momento de crise, um dos setores que mais sofre com cortes e falta de investimentos é o da educação. Aqueles que são a favor de que os ricos paguem para estudar em universidades públicas argumentam que a maioria dos alunos é de famílias ricas e que é um privilégio a mais não cobrar pelo ensino.

A cobrança de anuidade também ajudaria a oferecer bolsas para pessoas que não têm [VIDEO] como pagar pelo ensino. Outro fator apontado como ponto positivo é que o valor que deixaria de ser gasto no Ensino Superior poderia ser revertido para a Educação Básica.

Há também aqueles que são contra a cobrança de anuidade. Para eles, se a instituição é pública, o ensino também deve ser, pois os estudantes serão futuros profissionais para ajudar no crescimento do país.

Além disso, acreditam que os ricos devem pagar mais impostos que as pessoas mais pobres, cobrar de alguns alunos para estudar nas universidades públicas seria apenas um paliativo e não resolveria todo o problema. A política educacional, assim como outras questões, precisa ser repensada com urgência e tratada com seriedade para que o país volte a crescer, argumentam.

Existe uma proposta semelhante já em andamento no Senado do atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela (PRB), que na época era senador. É a segunda vez que a proposta é apresentada. A primeira foi rejeitada uma vez pela Comissão de Educação.

Segundo a proposta, os alunos de família com renda superior de 30 salários mínimos (R$ 28.110) devem pagar anuidade pelo Ensino Público. O valor cobrado seria a média per capita dos alunos matriculados no mesmo curso. #estudo #universidade #Bolsa Universidade