Em meio às notícias veiculadas de que a economia está reagindo e que a “suposta” crise política esteja passando, um lado mais preocupante e realista da crise aparece com nitidez que nem sempre os meios de comunicação dão a devida atenção.

Um dos sintomas da crise atinge as universidades federais, cuja criatividade e desenvoltura em administrar os poucos recursos liberados são evidenciados. Mas, como dinheiro some rápido do caixa, uma vez que qualquer empresa ou instituição precisa honrar suas despesas e efetuar ações de infraestrutura, por exemplo, a situação está chegando a um nível jamais visto em âmbito nacional.

A #universidade de Brasília teve um corte de 45% de seu orçamento e a direção foi obrigada a sentar na cadeira e utilizar o lápis para conseguir pagar as contas.

Escrevendo mais diretamente sobre o problema, a lacuna do que é necessário em relação ao que foi disponibilizado para a UnB está na ordem de R$ 105 milhões.

No entanto, a boa notícia que a Universidade de Brasília recebeu, veio do Exterior: a revista inglesa Times Higher Education (THE) publicou um ranking internacional das mil melhores instituições de #Ensino do mundo. Tanto a UnB como as Universidades Federais de Itajubá (MG), Ponta Grossa (PR) e Pelotas (RS) aparecem na lista.

A tradicional Universidade de São Paulo é a melhor universidade brasileira colocada na lista do THE. O ranking leva em consideração fatores como o nível de internacionalização, o grau de titulação dos docentes e a transferência de conhecimento para a sociedade.

De acordo com um dos diretores da Times Higher Education, o Brasil obteve um desempenho decepcionante em 2017, ao se observar uma diminuição na quantidade das universidades listadas.

Há uma crescente pressão derivada da crise econômica e da concorrência global. Continuando com seu raciocínio, o diretor apela para que o Brasil invista maciçamente no ensino superior.

Outra instituição renomada, a Unicamp, atravessa situação semelhante à da UnB. Seus professores publicaram uma nota oficial, repudiando a proposta do Governo Federal de extinguir todas as Universidades Federais localizadas no estado do Rio de Janeiro. A UERJ está numa situação muito grave, em que professores e funcionários não andam recebendo salário.

Na última sexta-feira, (08), o MEC anunciou um socorro financeiro de R$ 40 milhões para algumas universidades localizadas em Minas Gerais.

A Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) soltou nota dizendo que o calendário deste ano está garantido, pois existe receita própria para isso. No entanto, declarou que esse recurso será utilizado para pagar os serviços de manutenção, o que não é o correto, já que esta responsabilidade caberia ao Governo Federal.

Por sua vez, as Universidades Federais de São João Del Rei e de Viçosa (MG) afirmam que estão unindo esforços de seus corpos administrativo e acadêmico.

Ambas citam a demissão do quadro terceirizado, a redução de viagens e diárias, a diminuição no consumo de energia elétrica, entre outros aspectos.

Confira a seguir um breve ranking das melhores universidades brasileiras que aparecem no “World University Rankings”:

1º Universidade de São Paulo (SP).

2º Unicamp (SP).

3º Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

4º Universidade Federal do ABC (SP).

5º Universidade Federal de Itajubá (MG).

6º Universidade Federal de Minas Gerais (MG).

7º Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ).

8º Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS).

9º Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (RJ).

10º Universidade Estadual de São Paulo (SP). #Crise no Brasil