Prestar vestibular é um desafio grande, principalmente quando se trata do Enem [VIDEO]. São diversas matérias para estudar, de áreas distintas, e ainda tem a bendita redação, que acaba sendo o carro-chefe do desespero de muitos estudantes nos dias atuais.

E se você pudesse facilitar sua vida e seus estudos agora mesmo? Algumas dicas de ouro que já ajudaram várias pessoas a tirarem uma boa nota podem ajudar você também, principalmente para não ser zerado.

Pensando no desespero dos estudiosos de plantão para o Enem deste ano (2017), confira abaixo 6 dicas para estudar para a tão temida redação que podem fazer a diferença na hora de um dos momentos mais tensos dessa etapa da prova.

As dicas descritas abaixo devem ser levadas em consideração antes do dia da aplicação, mas algumas também podem ser colocadas em prática durante a prova.

1- Atualizar-se quanto aos temas mais predominantes do momento

Essa dica sempre é citada em diversas listas de dicas e pode até parecer meio óbvia, mas é a dica mais importante a ser dada. E, quando se referem a temas predominantes, não se trata de temas da atualidade apenas, mas também dos que já vêm há muito tempo sendo discutidos e até hoje estão em ascensão.

Ler jornais e assistir a eles são uma ótima pedida, mas as buscas no “tio Google” também podem ser de grande influência para os estudantes. Há ainda os artigos e periódicos on-line que podem ajudar muito. A questão é estar atento a todos os assuntos, pois qualquer assunto poderá ser tema, o que se torna ainda mais desesperador.

2- Não basta apenas ler sobre os assuntos predominantes, é preciso dissertar sobre eles

Um erro que o estudante comete ao estudar para a redação do ENEM é apenas ler sobre os assuntos. O segundo passo mais importante, depois de ler, é justamente dissertar sobre o assunto.

Quando lemos, memorizamos de uma forma. Ao escrever sobre o que memorizamos, estamos trabalhando nossa memória, ou seja, estamos nos aprofundando nela. E é aí que se aprende na prática sobre o que se estava tentando apenas guardar na lembrança. Portanto, é muito importante ler e tentar, quantas vezes forem precisas, dissertar sobre o assunto.

Dissertar sobre o tema escolhido de diferentes pontos de vista e com diferentes desenvolvimentos e intervenções ajuda você a guardar o máximo possível de informações e, na hora da prova, você consegue englobar bastante coisa em seu texto, sem perder o melhor do conteúdo.

3- Estar atento ao que os examinadores irão avaliar

Assim como é necessário estar atento às regras da vida, em uma prova de redação não é diferente.

É extremamente necessário que você esteja atento a todas as regras que os examinadores da redação do Enem irão avaliar. Isso se encontra disponível em vários sites, mas, basicamente, os examinadores procuram avaliar: sua norma culta e capacidade de leitura e interpretação do enunciado, tese e argumentação, ou seja, o quanto seu argumento é fundamentado, coesão e proposta de intervenção.

Estando atento a todas essas regras, o estudante poderá desenvolver com fácil capacidade seu texto sem deixar escapar nada em relação a esses critérios. Portanto, considerando a dica número 2, esteja extremamente atento a esses critérios e siga-os à risca. Mostre seus textos para seus amigos, professores, familiares e pergunte a eles se você foi suficientemente claro.

4- Desenvolva rascunhos com pontos predominantes que irá abordar

Outro aspecto extremamente importante a se adotar, na hora de estudar para a prova de redação, é justamente a prática de rascunhar os pontos mais fundamentais sobre o tema. Basicamente, você vai precisar ter em sua redação os seguintes pontos: introdução, argumento 1, argumento 2, talvez caiba um terceiro, mas um quarto já se torna difícil, pois não se pode esquecer de que os candidatos devem escrever 30 linhas no máximo, sendo necessário ainda concluir o texto. Normalmente, aconselha-se que sejam elaborados até 3 parágrafos de desenvolvimento, pois é melhor abordar três assuntos de forma consistente do que extrapolar com informação sem que haja consenso e boa argumentação.

Portanto, antes de começar a redação, escreva um rascunho pequeno (pode ser ao lado da folha mesmo) com o possível esqueleto do que pretende abordar em introdução (em que é feita a apresentação geral e sucinta do texto), depois em desenvolvimento (em que são abordados os argumentos 1, 2 e/ou 3, cada um em um parágrafo diferente, mas mantendo relação um com o outro) e, por último, a conclusão (em que é feita a proposta de intervenção dos argumentos levantados).

5- Não use clichês nos argumentos e, principalmente, na proposta de intervenção

Essa é uma dica bem clichê, contradizendo o próprio título. A verdade é que todo o mundo sabe que é preciso ter consistência na hora de abordar os assuntos e, principalmente, na intervenção. Só que, muitas vezes, seja por nervosismo ou por não saber explanar, os candidatos acabam extrapolando isso na “hora H”.

Como exemplo de clichê, temos: “Precisamos ter consciência de que dirigir alcoolizado é prejudicial não apenas a si mesmo, mas aos outros também”.

Ok. Concordamos. No entanto, ter consciência hoje em dia é extremamente relativo, pois alguém pode cometer os mesmos erros com total consciência dos fatos, certo? Por isso, é preciso que haja maior intervenção quanto a isso, algo mais concreto, que não demande apenas de cada um reconhecer seus erros.

Não é diferente quanto aos argumentos. Você pode desenvolver argumentos só positivos ou só negativos, ou melhor, os dois. Entretanto, é necessário que seja conciso acerca dos assuntos e problemas levantados. Não dá para falar superficialmente, por exemplo, dos motoristas que dirigem alcoolizados porque são jovens e só querem curtir. É necessário mais embasamento a fim de convencer o corretor de que seu argumento é válido.

6- Convença

A última dica é outro clichê, mas é a mais pura verdade. Em uma redação é preciso convencer o leitor de que seus argumentos são bons, pois têm base e fundamento. É preciso deixar claro o que está sendo tratado. Não basta apenas jogar as informações, é preciso costurá-las de modo que formem uma colcha de retalhos firme e convincente de sua qualidade. Em uma redação, o autor tem que convencer o leitor sobre o que está dissertando.

Boa sorte!