Já teve curiosidade pela "Língua Brasileira de Sinais", conhecida popularmente como libras? É uma língua que nos permite adentrar ao universo do deficiente auditivo. Infelizmente, a população ainda sofre esse descaso e a escola se torna o único lugar acessível à vida privada de escutar. Saiba mais o que é um "Intérprete de Libras".

O intérprete no âmbito escolar

O educador especializado em Libras passa os conteúdos disciplinares ao aluno deficiente auditivo que acessa a sala de aula e que talvez nunca teve contato com a “Língua Brasileira de Sinais”, fato que o priva de se comunicar com a sua turma. A instituição escolar não tem o direito de excetuar as problematizações congruentes nas salas de aula e a falta de especializações por seus profissionais da educação.

O aluno deficiente, não apenas auditivo, acaba se tornando um tesouro raro dentro de um baú, porém falta-lhe um lapidador para lapidá-lo com sabedoria e conhecimento.

O homem educador sabe do seu destino como professor de uma sociedade, porém sabe-se que está na lei existir pelo menos um intérprete dentro de uma sala de aula de aprendizes ouvintes ou não, assim, também é para o aluno deficiente visual ou que tenha qualquer outro gênero de debilitação.

O educando não ouvinte, se não souber a sua primeira língua progenitora antes da língua portuguesa, acaba sendo impossibilitado de avivar as características de um aluno ouvinte, e em razão pode até mesmo chegar em idade madura e não saber o que significa folhear uma simples revista.

O aluno deficiente nunca deve ser caracterizado por sua deficiência.

O conhecimento não pode transformar em uma área acoimar. O pedagogo precisa aperceber a importância de se comunicar com o aluno que sofre ou não algum tipo de delimitação.

O intérprete e a sociolinguística

Toda língua tem uma cultura, uma relação contextual com as pessoas que vivem em determinados contextos sociais, e assim também é para a pessoa surda que não tem contato com o primeiro comunicar que deveria ter aprendido antes de saber a língua portuguesa.

Como exemplo, podemos dizer que a “Língua Brasileira de Sinais” do Brasil não é a mesma de outros países, e se um brasileiro chegasse sinalizando sinais brasileiros na França, ele teria que sinalizar a “Língua Francesa de Sinais” para que as pessoas deficientes auditivas pudessem conseguir entendê-lo e compreender a sua comunicação.

Afinal, o intérprete da “Língua Brasileira de Sinais” poderia atuar em um aeroporto? E se atuasse e surgisse uma pessoa não ouvinte da Itália, e o intérprete sinalizasse em sinais brasileiros, esse indivíduo iria conseguir se comunicar fluentemente? Apenas a “Língua Brasileira de Sinais” seria o suficiente para ele conseguir atuar como intérprete em um ambiente público? Será que deve coexistir uma semiótica? O sinal e o vivenciar seriam os mesmos elementos mostrados nos conteúdos dos livros da “Língua Brasileira de Sinais?”

Em cada sinalizar existe uma diversidade semelhante à objeção, uma árvore sempre será uma árvore em qualquer tipo de sinalização que ela se mostre e em qualquer linguagem.

A “Língua Brasileira de Sinais” não é tão diferente da língua brasileira que “entra” em contato com a língua italiana, europeia, espanhola, e assim, é a língua de sinais, ela também entra em “contato” com os sinais de outros terrenos geográficos, e assim como pode-se falar palavras portuguesas com os mesmos significados da comunicação alemã, também pode-se sinalizar os mesmos significados em diferentes sinalizações.

O intérprete e a raiz dos sinais

A comunicação, muitas das vezes, transforma a fala padrão para o coloquial, parecendo existir uma mistura de costumes, valores, hábitos conforme cada região de cada país. A subjeção não faz de um homem mais sábio, nem sempre a réplica será a mesma falada pelo ser em que faz a pergunta. A igualdade não faz a humanidade sentir menos injustiçada.

O intérprete de Libras pode atuar em diversas áreas não apenas no âmbito escolar, faça a diferença com a sua existência. Essa é a nossa única comunicação.