O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio, que foi criado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para testar o nível de aprendizado dos alunos que concluíram o Ensino médio no Brasil, aconteceu nesse domingo (5). O #ENEM é anual e de muita importância. Jovens e adultos estudam até a madrugada, horas e horas por dia para obter uma boa pontuação na hora da prova.

O tema da #redação sempre preocupou a todos, mas este ano ele se destacou: "Os desafios para formação e educacional de surdos no Brasil". Os professores que ajudaram os alunos a estudar disseram que o tema era bem-vindo, mas eles teriam que se desdobrar no desenvolvimento.

“Apesar de falarmos bastante sobre inclusão e muito mais sobre os portadores de necessidades especiais de uma forma pouco ampla, não falamos dos surdos em específico. O tema não é nem um pouco tranquilo de se escrever, o aluno terá que se esforçar mais ainda para encontrar argumentos bons e coerentes”, disse Calixto da escola Dinamis, do Rio de Janeiro.

"Extremamente humano e claro, bem-vindo. Os temas do Enem vem sido abordado com olhar para o lado mais humano, e dessa vez, não foi diferente. São temas complicados, eles pedem e querem uma boa proposta de intervenção. O participante da prova teria que ter uma visão mais vasta, mais humana, trabalhar a empatia na hora da redação. Eles teriam mesmo que se colocar no lugar dos outros”, acrescentou Calixto, após avaliar o tema.

Mesmo assim, a coordenadora de Redação do Colégio Sigma, Carolina Darolt, disse que o tema não é tão complicado quanto parece, mas exigiu que o candidato desse muita atenção aos detalhes e textos oferecidos para apoio e base.

“É um tema tranquilo, porém o participante deveria fazer uma leitura atenta, de olhos bem abertos sobre a coletânea. Pois, ele corre o risco de abordar o tema tangencialmente, de falar sobre tudo amplamente, sobre minorias, educação e se esquecer de pontuar a questão da educação para os surdos. A única dificuldade é buscar argumentos que não fujam do tema”, afirmou.

Força!

No Maracanã, mais especificamente na Universidade Veiga de Almeida , Zona Norte do Rio de Janeiro, os candidatos ganharam muito apoio dos professores, que aplaudiram e incentivaram os estudantes. A ideia, segundo o professor Luiz Felipe Silva Abadi, era uma injeção de adrenalina e ânimo para os estudantes cheios de tensão.

Já em outros locais, para garantir a entrada antes de fechar os portões, que sempre apontam quem fará a prova e quem irá virar meme, muitos pais levaram seus filhos até a porta do local no primeiro dia. #tema2017

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