Como o próprio título revela, aprender mais de dois idiomas pode ser difícil para algumas pessoas, enquanto para outras pode ser considerado um hobby. A ciência ainda investiga junto à medicina porque esse fenômeno acontece, porém com poucas respostas. Artigos publicados na internet ainda debatem as hipóteses de esses indivíduos terem o lado esquerdo do cérebro diferente, as substâncias que são liberadas pelo cérebro, já alguns estudiosos garantem que tudo está ligado a gostar ou mesmo a se dedicar ao aprendizado do idioma ou mais de um.

De acordo com cientistas britânicos em texto publicado pela BBC Brasil, as crianças possuem uma janela de tempo, aos quatro anos, em que o cérebro recebe com mais facilidade novas experiências, e pode ser inserido o ensino de idiomas nessa fase.

Por esse motivo fala-se tanto que crianças aprendem de forma mais fácil que adultos maiores de 14 anos. Nessa fase o cérebro começa um processo de enrijecimento. Ou seja, quanto mais jovem se é, mais flexível é o cérebro e capaz de armazenar as informações de forma a falar mais parecido com nativos.

Carlos Freire, professor aposentado e hiperpoliglota falante de 135 idiomas, se encantou com o idioma russo quando era jovem e começou a aprender para poder ler seus livros na língua nativa. Daí pra frente chegou a morar com uma família russa em Porto Alegre para aprender mais ainda. O próximo passo foi aprender os outros idiomas, aprofundou-se tanto que bateu o recorde do padre italiano Giuseppe Mezzofanti que conhecia 114 idiomas.

Aprender um idioma de maneira a atingir proficiência é uma tarefa que exige certo jogo de cintura, devido às múltiplas variáveis que se é preciso dominar.

Alguns aspectos são puramente emocionais e têm inclusive o termo 'platô intermediário', que significa aquela parte em que o estudante começa a duvidar da sua capacidade de atingir um nível avançado e fica 'travado' no nível intermediário.

Além de trabalhar o emocional para superar tais medos é necessário possuir a habilidade de processar vários tipos de informação ao mesmo tempo. Como por exemplo quando se é hiperpoliglota, é necessário transitar de uma parte do hipocampo cerebral para outra rapidamente a cada troca de idioma, isso acontece principalmente quando se conversa em vários idiomas ao mesmo tempo com várias pessoas. Outros fatores importantes são o domínio das regras da gramática e saber pronunciar corretamente as palavras.