A edição de uma das provas mais esperadas durante o ano, pelos estudantes e aqueles que desejam ingressar na graduação, foi motivo de discussão.

A edição do ano de 2017 não seguiu o padrão de aplicação das provas anteriores, que ocorriam em dias consecutivos, no sábado e domingo. Neste caso, por meio de consulta pública e apoio de uma considerável parte da população estudantil e futuros egressos, a prova passou a ser realizada em duas semanas, dois domingos, respectivamente.

Alegria maior para os estudantes sabatistas e para diminuir a tensão e cansaço depois de 5h30 de prova, fisicamente, emocionalmente e psicologicamente.

Essas mudanças parecem ter criado nos estudantes a expectativa de notas maiores e rendimento melhor, porém, o resultado desagradou boa parte dos inscritos.

A começar pelo tema da redação, mesmo que o MEC tenha dado alguns spoilers implícitos, muitos apostaram alto em temas específicos, como homossexualidade, doação de órgãos e sistema carcerário, por exemplo.

A decepção [VIDEO], já que muitos não esperavam um tema abarcando a população surda do Brasil, foi maximizada quando houve medo generalizado, provocado por expressões como "deficiente auditivo" e "surdo".

Depois de muitas expectativas e muita discussão quanto ao nível das provas, o que leva à tona aquela velha e não solucionada desigualdade de ensino, dado este, comprovado pela diferença nítida de egressos oriundos de escola pública e o gritante número de egressos de escolas particulares, altamente focadas e preparadas para o #ENEM.

A discussão voltou à tona após a liberação dos resultados [VIDEO] que não agradou a 90% dos estudantes. Primeiro, pelo número alto de redações nota 0, que foi de 309 mil, e segundo a Presidente do Inep, a educadora Maria Inês Fini, foi um número absolutamente normal.

O nível da edição do exame e seus resultados tornaram-se desagradáveis, pois aqueles que tiveram suas redações zeradas, não podem participar dos programas como #sisu, ProUni e Fies.

Agora, o que se tem questionado é o porquê da antecipação dos resultados, assim como da antecipação da inscrição no Sisu, que deixa os estudantes ainda mais apreensivos.

Mesmo que se trate apenas de uma prova e procura-se não ficar frustrado, é difícil não mostrar-se decepcionado, não apenas com a prova em si, mas pelas diferenças, de níveis, de oportunidades e a dúvida que não quer calar é: até quando nos submeteremos a tamanha desigualdade?

Para aqueles em busca de cursos altamente concorridos como medicina e engenharia, não desistam. Persistam em alcançar seus sonhos, o caminho é longo e a luta é árdua, mas os resultados virão.

Fiquem ligados no site do MEC para não perder o prazo de inscrição nos programas. O Sisu inicia dia 23 ao 26, e logo em seguida os demais programas, então marquem no calendário e boa sorte ! #governo federal