Desde pequenos, algumas pessoas já sabem o que querem fazer quando entrarem na universidade. Quem é que nunca respondeu a pergunta de um familiar o que você vai ser quando crescer?

A escolha profissional é um momento muito difícil na vida dos adolescentes que estão saindo do ensino médio e ingressando nas universidades. Isso porque a idade em que a maioria entra nos cursos universitários, final da adolescência e início da idade adulta, dificulta a realização dessa escolha por ser ainda um estágio peculiar de desenvolvimento, tanto físico, intelectual, psíquico quanto emocional. Ou seja, ainda não estão preparados para fazer uma escolha, que a princípio seria para vida toda.

As múltiplas possibilidades de carreiras [VIDEO] que o mercado coloca à disposição dos interessados contribuem para dificultar a eleição de uma profissão, já que ao escolher uma abre-se mão de todas as outras possibilidades.

Como escolher?

É comum o adolescente dizer que quer fazer medicina, por ser o sonho da família. Porém, logo em seguida, trocar para moda, porque é o curso que a sua galera está escolhendo, mas, no final, escolher tecnologia da informação porque está pensando no mercado de trabalho futuro e está tentando ser prático.

Entre as possibilidades já mencionadas ainda é possível escolher entre formação profissional de nível médio com cursos técnicos em diversas áreas, cursos de qualificação, cursos superiores tecnológicos, cursos superiores tradicionais, tais como medicina, direito, engenharia e a não tão conhecida agrimensura, como também novas possibilidades, tendo como exemplo o curso de energias renováveis.

Diante de tantas possibilidades fica difícil fazer a escolha certa. O adolescente sempre vai achar que está fazendo a escolha errada. Isso é muito comum. Para ajudar nessa etapa, um profissional de orientação de carreiras, também conhecido como orientador vocacional, pode ser um grande aliado.

André Moraes, sócio-diretor da Talento e Profissão, em entrevista ao jornal O Globo,) disse que: “A Orientação vocacional pretende ajudar a pessoa a conhecer o seu perfil e, assim, perceber quais são suas áreas de interesse, o que vai bem além dos testes. Porém, apresentar apenas essa informação deixa o jovem perdido em um mar de opções. Aí que entra a Orientação profissional, já que para optar por determinada carreira é preciso ter conhecimento da mesma.”

A seguir algumas dicas para ajudar na escolha da carreira ideal para você

  • Uma escolha profissional requer reflexão, autoconhecimento e uma capacidade para enfrentar os desafios ao tomar uma decisão. Um profissional de orientação de carreiras pode ajudar.
  • O mais importante é saber que as escolhas não são para sempre. Você pode mudar de ideia se quiser.
  • A sua escolha deve passar necessariamente pelas seguintes ponderações: Quais são as expectativas da família? Quais seus próprios sonhos; Quais são seus valores pessoais; Quais valores veiculados pela mídia influenciam você? Quais os investimentos necessários para o curso? Quais as características da profissão? Como é o mercado de trabalho? As respostas a essas indagações vão contribuir para a sua escolha.
  • Para não ter erro quanto a escolha da futura profissão você deverá tentar ainda se autoconhecer, buscar informação sobre as profissões e fazer uma reflexão sobre todo o contexto. Ao final você terá escolhido uma carreira.
  • Lembre-se, a escolha da profissão que você irá seguir é sua, tão somente sua, faça-a com cautela e inteligência.
  • E para terminar essas dicas, ao aprender a fazer escolhas você estará preparado para todas as outras escolhas da sua vida.

Por que as pessoas desistem no meio do caminho?

Muita gente está entrando agora nas universidades pelo Brasil neste momento sem nenhum tipo de orientação.

O que faz com que boa parte dos ingressantes desista no meio do caminho, porque descobre que a área escolhida não era bem o que eles pensavam. Alguns descobrem na prática aquilo que poderia ter sido detectado em uma sessão de orientação profissional e isso poderia ter evitado gasto de tempo e dinheiro.

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) citada pelo jornal Correio Braziliense na sua edição online de agosto de 2013 indica que mais da metade (57%) dos ingressantes do curso de engenharia, por exemplo, desistem no meio do caminho. Outra pesquisa citada pelo mesmo jornal, desta vez feita pela Associação Brasileira de Ensino de Engenharia (Abenge), revela que 50% dos estudantes abandonam a graduação. O aumento da taxa de abandono ocorre tanto em universidades públicas quanto em particulares. Entretanto, a taxa nas particulares ainda é maior: em torno de 60%.

Com tanta desistência, a orientação profissional se coloca como uma aliada nesse momento tão difícil e especial.