Um novo método para avaliar a educação mundial foi criado e adotado, e já em sua 1ª edição envolve, incluindo o Brasil, 35 países em sua análise. São 16 referenciais que englobam os três universos que constroem o indivíduo: o socioeconômico, o do ensino e o de políticas.

O Universo socioeconômico indica o quanto o país prioriza o exercício da cidadania global, enquanto cultiva a tolerância e a diversidade.

O universo político aponta o foco do país em formar cidadãos com as habilidades para gerenciar o seu futuro e o do país, e o universo ensino dá-nos um referencial de seu empenho em formar profissionais da Educação qualificados, seus gastos com a educação e a valorização da carreira docente.

O Brasil é visto como um país viável, que se torna inviável pelos rumos de sua administração

Nessa análise, o Brasil ocupa a 22ª colocação, duas posições abaixo da Argentina.

Entre as nações latino-americanas, a Argentina foi o destaque quanto ao treinamento docente e a elaboração de avaliações e currículos. O Brasil perde em posição para muitos países economicamente bem menos desenvolvidos porque, apesar de o país apresentar uma situação socioeconômico favorável, não valoriza os professores, e sequer investe na sua formação e treinamento.

Canadá, Suíça, China, Finlândia, Nova Zelândia e Cingapura foram os cinco países que melhor se classificaram e os 4 com menor classificação foram Nigéria, Irã, Indonésia e China. O relatório aponta que, das 35 nações pesquisadas, menos da metade investe de forma eficiente e séria, visando os desafios de um complexo século XXI.

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Desprezam, assim, a aquisição de conhecimentos fundamentais que são adquiridos somente com o investimento sério na formação e capacitação de professores que possam formar os cidadãos do futuro.

Educação básica no Brasil e os desafios a serem superados

São enormes os desafios a serem superados pelo Brasil no que tange à educação básica. Para atender ao mais novo PNE (Plano Nacional de Educação), aprovado pelo Congresso Nacional, é necessário diminuir as desigualdades entre redes de ensino público e escolas particulares, melhorando a qualidade e ampliando o atendimento.

O PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, mostra que entre as crianças de 4 e 5 anos de idade, em 2012, 82,2% (calcula se 1,16 milhões de crianças) estão sem vagas, isso somente nas pré-escolas brasileiras.

Ainda segundo o PNE, pretende-se atuar de forma que, até 2020, amplie-se em 50% a oferta, para atender a educação infantil de até 3 anos, pois, entre 0 e 3 anos de idade, somente 23,5% estão matriculadas nas escolas e creches do país.

Para gastos com obras, governo federal reduz autonomia das universidades

Em todo o país, a autonomia de 63 universidades federais foi reduzida pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura). Especialistas e reitores comentam a possibilidade de os recursos serem desviados para beneficiar campanhas políticas, em detrimento da autonomia na gestão de verbas e paralisação de obras nas universidades.

Desde 1988, o modelo adotado faz com que as universidades sejam menos autônomas, como é o exemplo das estaduais paulistas Unicamp, USP e Unesp

Segundo os reitores, existe o risco de que a obras, que estão atualmente em execução, sejam paralisadas.

Os detalhes da descentralização não foram ainda esclarecidos, e ainda deixou a dúvida sobre o valor que terão para investir durante o ano.

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