O Programa Internacional de Avaliação de Alunos [VIDEO] (Pisa) produziu um relatório sobre a crise de aprendizagem e chegou à conclusão que a leitura em países evoluídos está 260 anos à frente da que acontece no Brasil [VIDEO]. Em Matemática, a distância é de 75 anos para chegar ao desempenho das nações mais avançadas.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) realiza, de três em três anos, uma prova sobre leitura, matemática e ciências para 35 países que a integram. O Brasil é um desses membros e não teve um desempenho animador.

Norteado pelos dados dos testes do Pisa, o Banco Mundial [VIDEO] anunciou, nessa quarta-feira (28), seu relatório anual discutindo o crescimento global.

Ele alertou para o baixo avanço da aprendizagem e da educação. De acordo com o levantamento, pelo mundo existem 260 milhões de crianças que estão sem estudar.

Mesmo entre as que estudam, há 125 milhões que não podem entender e desenvolver uma leitura básica, ou uma operação simples de matemática. Países como Malawi, Gana, Tanzânia, Uganda, Quênia, Nicarágua e Paquistão também foram destaques negativos. Muitas crianças estão terminando o primário sem conseguir ler ou fazer contas fáceis.

Análise de desempenho

Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, nascido em Seul, capital da Coreia do Sul, no dia 8 de dezembro de 1959, tem a intenção de avaliar a performance das nações em instrução e saúde para que as agências de classificação de risco possam elevar ou descer a nota de crédito de seus investimentos em países subdesenvolvidos baseadas nessas conclusões.

A ideia é justamente pressionar os governantes a patrocinarem adequadamente a evolução cultural e humana, com boas condições para os cidadãos estudarem, se alimentarem e terem vitalidade. Com o progresso tecnológico, muitas vagas de emprego deixarão de existir e será necessária mão de obra qualificada para exercer as funções do futuro.

Pessoas com poucas chances, nascidas em zonas de conflito, extrema pobreza, desigualdade social e corrupção elevada, sofrem com o impacto negativo de medidas erradas por parte das autoridades. Ficam impossibilitadas de competir em igualdade, por exemplo, com alguém originado nos grandes centros econômicos da Terra, perpetuando, desta maneira, a situação de atraso.

Para Jim Yong Kim, líder desde primeiro de julho de 2012 da instituição financeira mundial com sede em Washington (EUA), trocar as aplicações em infraestrutura para incentivar o capital humano é uma necessidade para evitar maiores conflitos e disparidades.