O jogador do Esporte Clube Novo Hamburgo, Márcio Rodrigues, Magrão, com passagens por Internacional, Palmeiras, Cruzeiro, Futebol árabe, futebol japonês e pela Seleção Brasileira, revelou, nesta quinta-feira (9), pouco antes de entrar em campo pelo Campeonato Gaúcho, os motivos de ter recebido resultado positivo no exame antidoping, realizado no dia em que enfrentou o Internacional, no início do Campeonato.

A Federação Gaúcha informou que o exame antidoping do atleta, que ainda depende de confirmação na contraprova, deu positivo, sem porém revelar qual substância foi detectada.

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Esta revelaçãom que em tese traria demérito ao atleta, forçou uma situação inesperada: o atleta convocou uma entrevista coletiva e emocionado, declarou que nunca ao longo de sua vida esportiva recorreu a substâncias proibidas, visando melhorar seu desempenho atlético.

Após declarar isto, passou a relatar um problema que enfrentou há cerca de 5 anos, quando, em um exame de rotina, foi constatado um tumor na região de seus testículos, que representava risco à sua vida e que forçou uma cirurgia, seguida de tratamento com substâncias que visavam dar continuidade ao controle da moléstia.



Enquanto falava à imprensa, Magrão não conseguiu conter as lágimas. O atleta declarou que o problema era de conhecimento apenas de sua família e que era guardado em segredo e que estava muito constrangido em ter que fazer esta revelação.

Tendo sido decisivo no último domingo (5), quando marcou o gol que deu a classificação ao Novo Hamburgo às finais do Campeonato Gaucho, Magrão é muito querido pela torcida e também pelos torcedores do Internacional, onde participou de 110 jogos entre 2007 e 2009.

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Por isso, sentiu-se na obrigação de desfazer uma má imagem que poderia se formar a seu respeito, em função do resultado deste exame.

Na sequência, participou do jogo em que por pouco o Novo Hamburgo não eliminou o Gremio da competição, tendo convertido um dos pênaltis da série de cobranças que decidiu o jogo, após o empate em 1x1.

Conforme declarou, todo o histórico do tratamento está documentado. A possibilidade de punição de Magrão poderá restringir-se apenas ao fato de não ter informado, preventivamente, o uso da substância detectada.